A obesidade ultimamente vem sendo uma epidemia principal no mundo, levando em consideração essa realidade, Abdon Murad Júnior a declara como uma doença severa, sendo necessária combate-la.

“A doença é influenciada por um problema multifatorial, que precisa ser combatido em diversas frentes.” Conta Abdon Murad Júnior.

Sendo eles através de exercícios físicos, boa alimentação, ou recorrer a cirurgia bariátrica. Mas ao considerar a cirurgia como uma possibilidade, não deve ser descartado a insistência em manter uma vida regular nos esportes e ótimas condições alimentares.

“Pacientes que acabam optando pela cirurgia bariátrica com a intenção de eliminar o excesso de gordura no estômago, podem ter sucesso a longo prazo se for possível um bom cuidado após a cirurgia.” Explica Abdon Murad Júnior.

A cirurgia é indicada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para pacientes que apresentam índice de massa corpórea acima de 40 kg/m³ e que tenham dificuldade de emagrecer por outros métodos ou problemas como hipertensão, diabetes e outras questões relacionadas ao excesso de peso.” Explica o médico.

“Atualmente, nós sofremos por uma problemática bastante comum: A comida totalmente industrializada. E isso gera uma série de elementos em nossa saúde.” Conta Abdon Murad Júnior.

Então, o ideal são alimentos saudáveis junto com a realização de uma série de exercícios. Mas segundo Abdon Murad, “a epidemia de sobrepeso/obesidade já afeta 39% da população adulta e 18% das crianças e adolescentes entre 5 e 18 anos, com consequências consideradas devastadoras para a saúde”, diz.

Como podemos combater algo quase “icombatível”?

O ideal é se atentar ao que está escrito nas embalagens. Há empresas piores no segmento de industrialização, mas também há algumas que se “salvam” nesse meio. O importante é levar em consideração o consumo mais de frutas e vegetais.

Em algumas estimativas, há indicações de que o excesso de peso é a segunda causa de morte no mundo, perdendo apenas para as doenças associadas ao tabagismo! Fora outros tipos de câncer.

Mas ao procurar saber sobre o que a Organização Mundial  da Saúde (OMS), faz para combater esse mal, soubemos que desde 2004 a organização tem ações específicas de combate à obesidade, e, que, agora declarou guerra à gordura saturada, aquela presente em alimentos de origem animal.

Isso porque o consumo de origem animal vem se tornando cada vez mais perigoso para o consumo humano, a carne é totalmente ultraprocessada, e especialmente: transgênica.

“Então, dessa forma, um homem saudável com recomendação de 2,5 mil calorias por dia consumiria 250 calorias na forma de gordura saturada, o que daria um pouco menos de 30g.” Explica Abdon Jr.

E pior: essa é a quantidade de gordura presente em 50g de manteiga, em 130-150 gramas de queijo ou em um litro de leite integral.

As gorduras saturadas e gorduras trans são de particular preocupação devido à correlação entre alta ingestão e risco aumentado de doenças cardiovasculares.

Setenta e dois por cento das 54,7 milhões de mortes anuais de pessoas com menos de 70 anos são provocadas por essas enfermidades.

Ao mesmo tempo, a organização alerta que menos de 1% das calorias deve vir das gorduras trans, responsáveis, sozinhas, por 500 mil óbitos por ano.

Vamos falar sobre o male do sódio!

O sódio possui altos níveis de ingestão de ácidos graxos saturados e trans estão correlacionados com o aumento do risco de doenças cardiovasculares, principal causa de mortalidade entre as doenças crônicas não transmissíveis (DCNT), que, atualmente, representam 74% do total de mortes no Brasil.

Desse modo, medidas que incentivem a redução no consumo de gorduras saturadas e trans, associadas a recomendações de ingestão de alimentos saudáveis e incentivo à atividade física, são estratégias que podem ter impactos positivos na saúde pública.

Reduzir a quantidade de ingredientes do cardápio diário e do preparo de industrializados tem sido uma das estratégias adotadas por países como o Brasil, que assinou, em 2011, um acordo com a Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (Abia) para reduzir o teor de sódio dos produtos alimentícios.

Mas atualmente, as políticas públicas de combate à obesidade apresentam resultados conflitantes. Nos Estados Unidos, a oferta de alimentos mais saudáveis nas escolas apresentou um desperdício acima de 80%.

“A oferta de supermercados ‘saudáveis’ em bairros mais pobres dos EUA, na maior parte das vezes, não melhorou o comportamento alimentar daquela população.” Explica Abdon Júnior.

Por outro lado, no México, a sobretaxação de refrigerantes resultou em uma redução importante do consumo desse produto”, observa (leia artigo nesta página).

Luta ao combate:

A problemática é que, de acordo com os especialistas, a obesidade não pode ser atacada em uma só frente, pois envolve múltiplos fatores — inclusive, genéticos. De acordo com o Dr. Abdon Murad Júnior, por trás do excesso de peso, há causas biológicas, ecológicas, econômicas e sociais.

Controlar e reverter a situação exige atuação conjunta dos diferentes setores do governo e participação social.

Como parte das soluções, uma equipe de pesquisadores da Universidade de Liverpool sugere reduzir a quantidade de alimentos das embalagens, indo na contramão da tendência de agigantar as porções, como acontece, por exemplo, com refrigerantes e pipocas vendidos em cinemas.

Procurando saber mais sobre a organização que estuda sobre a epidemia da obesidade, é relatado que ela gera gastos atuais perto de meio trilhão de dólares (por estimativas recentes da Organização Mundial da Saúde, começou a reduzir a expectativa de vida em alguns países (em especial nos Estados Unidos da América), e pode ser a grande causa de uma falência de todos os tipos de sistema de saúde atuais em 15 a 20 anos, devido às epidemias de doenças decorrentes da obesidade.

Não obstante, a obesidade também apresenta diversas associações a princípio inesperadas, como aquecimento global e o crescimento da poluição. Por isso, a prevenção da piora destes dois desastres naturais também passa pela contenção da obesidade. 

Alguns trabalhos recentes têm mostrado que a obesidade está começando a estagnar. Porém, a sua prevalência está parando de crescer lá no alto, ou seja, estagnar está longe de ser suficiente, o que devemos é derrubar essa curva da forma mais íngreme possível, se quisermos evitar uma catástrofe humana, sem qualquer exagero. 

De que forma as políticas públicas podem ser discutidas e implementadas?

Primeiramente, talvez sobre sobretaxar alimentos com adição de açúcar branco, farinha branca, gordura saturada, refrigerantes, entre outros;

Posteriormente, subsidiar alimentos saudáveis (hortaliças, legumes, frutas, alimentos 100% integrais, carne branca);

Ajudar com campanhas maciças de conscientização da obesidade, em proporções muitas vezes maior do que existe hoje;

Realizar o aumento de oferta de alimentos saudáveis em mais fácil acesso a toda a população;

E realizar a proibição da propaganda e de marketing de alimentos calóricos e não saudáveis.

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