Mas por que uma pessoa obesa passa por tantos problemas? O corpo humano deve ser tido como se fosse um templo. A obesidade gera doenças perigosas para a saúde, acarretando em problemas sérios e futuros.

“A maioria das pessoas que são obesas já afirmaram ter aderido a algum tratamento em suas vidas. Porém, o fator social, ou psicológico, as sabotam.” Conta Abdon Murad Júnior.

Muitas pessoas que possuem obesidade ou que possuí sobrepeso sabe quais são os tratamentos eficazes para emagrecer, mas não consegue aderir a nenhum deles no longo prazo. Os tratamentos mais citados foram os exercícios físicos (70%) e as dietas (56%), mas foram realizados somente num prazo curto, em média, 11 meses.

Mas a ação não é efetiva. Acabam passando por situações radicais, como dietas muito restritivas, e se fadiga, sendo assim, desistem e acabam engordando novamente. A forma mais duradoura de emagrecer, é com tratamento lento e contínuo. O mais difícil na obesidade é a dificuldade de encontrar prazer. Quando o obeso entra numa dieta restritiva, ele perde uma das poucas coisas que lhe dá prazer.

Os obesos possuem inúmeros problemas de saúde, tais eles como, hipertensão, colesterol alto, diabetes, insônia, etc. A obesidade é uma doença crônica que tem um componente degenerativo metabólico e psíquico e proporciona o aparecimento de outras doenças crônicas.

“Os altos níveis de gordura e açúcar no sangue, mais o excesso de colesterol e pré-diabetes são algumas das condições relacionadas à obesidade, assim como a maior chance de sofrer doenças cardiovasculares” diz Abdon Murad Júnior. Principalmente infarto, trombose, embolia e arteriosclerose, problemas ortopédicos, asma, apneia do sono e alguns tipos de câncer.

“Muitas pessoas obesas têm problemas com a própria aparência, já que, o desejo de emagrecer para melhorar a autoestima e por razões estéticas, é o que buscam, sem nem mesmo lembrar da própria saúde.” Conta Abdon Murad Júnior.

Pode ser um fator hereditário?

O Dr. Abdon Murad Júnior acredita e concorda que a hereditariedade seja um fator relevante. “Existem dois tipos de obesidade: a monogênica, quando o padrão não se repete na família, e a poligênica, quando há casos na família. Frequentemente, o indivíduo gordo tem carga genética para isso”, afirma.

Contanto, se uma família tem vários membros obesos não significa necessariamente que exista um fator genético envolvido. O problema pode ser a existência de um ambiente de convivência obeso, no qual a família toda cultiva hábitos alimentares desequilibrados, com pratos muito calóricos.

A proporção de pessoas com sobrepeso e obesos na população brasileira aumentou nos últimos anos, de acordo com levantamento realizado pelo Ministério da Saúde.

Em 2006, 47,2% dos homens e 38,5% das mulheres estavam acima do peso ideal. Seis anos depois, em 2012, os números passaram para 52,6%, entre os homens, e 44,7% entre as mulheres.
São considerados com sobrepeso os indivíduos cujo IMC (Índice de Massa Corpórea = peso, em quilogramas, dividido pela altura, em metros, ao quadrado) está entre 26 e 29. Os obesos têm IMC acima de 30.

Abdon Murad Júnior diz: “Pior que ser apenas uma doença, ela ocasiona em várias outras. A obesidade pode ser fator de risco de várias doenças, inclusive também, de doenças cardiovasculares.”

Há 700 milhões de obesos. E o número de crianças com sobrepeso e obesidade no mundo pode chegar a 75 milhões, caso nada seja feito.

Para o Dr. Abdon Murad Júnior, uma das formas de medir se a pessoa está ou não acima do peso é o Índice de Massa Corporal (IMC) como dito acima, será calculado dividindo o peso pela altura ao quadrado.

Uma perda de pelo menos 10% do peso do paciente para manter a saúde e evitar doenças como diabetes, fazem diferença.

De acordo com o Dr. Abdon Murad Júnior ele explicou sobre as principais questões sobre a obesidade e quais são os primeiros passos que vão ajudar na qualidade de vida de uma pessoa com obesidade.

Há riscos que a obesidade pode causar?

Se a obesidade é fator de risco para diversas doenças como hipertensão arterial sistêmica, diabetes mellitus tipo 2, distúrbios do colesterol ou triglicerídeos, doenças cardiovasculares, insuficiência cardíaca, apneia do sono e vários tipos de câncer.

O que classifica uma pessoa como obesa?

A obesidade é definida através do cálculo do índice de massa corporal, realizado dividindo o peso pela altura ao quadrado. Quando esse índice é maior ou igual a 30 é definido como obesidade.

Quais as causas da obesidade?

As causas da obesidade relacionam-se com estilo de vida envolvendo maus hábitos alimentares, sedentarismo e fatores psicossociais (transtorno de ansiedade, depressão, etc).
Ainda existem outras causas como doenças de tireoide, síndrome de cushing ou alguns fatores genéticos que aumentam a suscetibilidade ao ganho de peso.

Qual o primeiro passo para tratar a obesidade?

O primeiro passo é a mudança no estilo de vida com o acompanhamento médico e nutricional.

Quais especialidades médicas podem ajudar no tratamento da obesidade?

O profissional médico especializado na avaliação e tratamento da obesidade é o endocrinologista.

Como prevenir a obesidade?

A prevenção da obesidade envolve manutenção de hábitos saudáveis na alimentação, prática de atividades físicas regulares e busca de equilíbrio e saúde mental.

Não podemos nos manter inertes, como temos estado, nesta guerra contra um inimigo tão poderoso. Quando entendermos que obesidade não se trata apenas de “más escolhas alimentares”, fraqueza ou de “fechar a boca”, e sim de uma doença que faz acumular mais gordura, ter vícios alimentares, impedir perda de peso, e reganhar tudo o que perdeu, devido ao componente genético de até 70%, iremos começar a tratar a obesidade como ela merece.

Antes da conscientização do paciente com obesidade (não se usa mais o adjetivo “obeso/a/os/as”), temos que ter a conscientização real do governo, dos médicos, da população e da mídia sobre o que é obesidade – e somente acreditaremos que estamos mais conscientes sobre esta doença quando pararem de tratar com preconceito o paciente com obesidade, o tratamento da obesidade, e de achar glorioso tão e somente aqueles/as que perdem “apenas com dieta e atividade física”.

Daí começaremos a ter propostas de políticas verdadeiramente eficazes, cuja aceitação será resultado natural da conscientização real de todos. 
 
Mas afinal, como tratar a obesidade?

“O tratamento da obesidade deve ser feito com a prática regular de exercícios físicos, orientados por um preparador físico, e uma dieta de emagrecimento, orientada por um nutricionista.” Explica Abdon Murad Júnior.

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