“Parabéns, Ministra, pela demora!”, anotou a advogada Lílian Velleda Soares ao informar na semana anterior o Supremo sobre a morte de seu cliente, um homem de 80 anos, que há onze anos aguardava um julgamento da Corte e faleceu no dia 16 deste mês em Pelotas (RS). “A sociedade está cansada de um Judiciário caríssimo e que, encastelado, desconsidera os que esperam pela ‘efetividade’ e pelo cumprimento das promessas constitucionais”, escreveu a advogada no documento protocolado no STF. Um dos pedidos dela ao STF registra que o homem tinha Mal de Parkinson e precisava da verba embargada para tratamento. Conforme o Estadão, no texto endereçado à Rosa Weber, relatora do processo desde a aposentadoria de Ellen Gracie em 2011, a advogada afirma “que as pompas fúnebres foram singelas, sem as lagostas e os vinhos finos que os nossos impostos suportam”, em referência à licitação de R$ 1,1 milhão que o STF anunciou, em abril, para os banquetes da Corte.

 

 

O procurador da Fazenda Nacional, Matheus Carneiro Assunção, foi preso depois de tentar matar na quinta (03) a juíza Lousi Filgueiras, convocada para substituir o desembargador Paulo Fontes, em férias, na sede do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3) na avenida Paulista, que tem jurisdição sobre São Paulo e Mato Grosso do Sul. Ele chegou a acertar uma facada no pescoço dela, mas o ferimento foi leve. Conforme o site Consultor Jurídico (Conjur) o procurador já se mostrava alterado quando despachou com a desembargadora Cecilia Marcondes. Depois, foi ao gabinete do desembargador Fábio Prieto, mas não o encontrou. Em seguida, desceu as escadas e invadiu a sala de Paulo Fontes, atirou uma jarra de vidro na juíza, mas errou. O barulho chamou a atenção de assessores que o imobilizaram e chamaram a Polícia Federal. Testemunhas disseram que ele parecia em surto e dizia frases sem sentido sobre “acabar com a corrupção no Brasil”. Os seguranças contraram que Assunção afirmou que deveria ter entrado armado no TRF3 “para fazer o que Janot deixou de fazer”.

 

 

A arquiteta Adriana Villela foi condenada hoje a 67 anos e seis meses de prisão por ter mandado matado seus pais e ficar com a fortuna da família – o ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) José Guilherme Villela e a advogada Maria Carvalho Villela. A empregada da família, Francisca Nascimento da Silva, também foi morta para evitar testemunhas. O julgamento iniciado no dia 23 de setembro durou 103 horas e é o mais longo da história do Distrito Federal. Conhecido como Crime da 113 Sul, em alusão à quadra de Brasília onde a família morava, o crime ocorreu em 28 de agosto de 2009. As vítimas foram mortas a facadas. Adriana, entretanto, poderá recorrer em liberdade. (Com Agência Brasil)

 

 

A história contada por Rodrigo Janot de que entrou armado no Supremo no dia 11 de maio de 2017 com intenção de matar Gilmar Mendes e se matar em seguida, apresenta inconsistências que colocam em dúvida a narrativa do ex-PGR, diz o site Jota. Conforme a reportagem reproduzida pelo O Antagonista (leia aqui), o então procurador-geral da República viajou para Belo Horizonte um dia antes em avião da FAB (que confirmou o pedido) para compromissos na Procuradoria Regional da República em Minas e também proferiu uma palestra na UFMG, e só retornou a Brasília no dia 15 de maio. Ao concluir a notícia, o repórter Felipe Recondo afirma: “Janot não matou Gilmar Mendes, nem foi armado ao tribunal quando disse ter ido. Mas, uma parte da sua versão, figurativamente, condiz com a realidade: Janot cometeu um suicídio profissional e prejudicou, com sua história, a Lava Jato, o Ministério Público e seus ex-assessores.”

 

 

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