Revista divulgou caso de bebê infectado com o novo coronavírus pela mãe quando ainda estava na barriga. Camundongos geneticamente modificados são disputados por serem os únicos que podem ser usados em pesquisas sobre a doença. Hoje é terça-feira, 14 de julho, e o Brasil tem mais de 72 mil mortes causadas pela Covid-19. O número de casos de novo coronavírus chega a 1,8 milhão no país.
A média móvel de novas mortes no Brasil na última semana foi de 1.052 por dia, uma variação de 7% em relação aos óbitos registrados em 14 dias. Já a média móvel de novos casos no Brasil na última semana foi de 37.413 por dia, uma variação de 2% em relação ao número de infectados registrado em 14 dias.
O número de mortes no Brasil equivale a 12,6% do total no mundo pela doença, que já tem 13,1 milhões de casos confirmados e mais de 573 mil mortes. Apenas dois países ultrapassaram 1 milhão de diagnósticos: Estados Unidos e Brasil. Em seguida estão Índia (906,7 mil casos) e Rússia (738,7 mil casos), segundo um monitoramento da universidade norte-americana Johns Hopkins atualizado nesta manhã.
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É possível um bebê se infectar ainda na barriga da mãe?
Imagem de arquivo mostra mulher grávida com máscara e luva em Waltham, Massachusetts, nos EUA
Charles Krupa/AP
A revista “Nature” divulgou nesta terça-feira (14) um caso na França de um recém-nascido infectado pelo novo coronavírus ainda no útero da mãe. O caso seria o primeiro em que os médicos conseguiram provar que a gestante transmitiu a Covid-19 ao filho, que acabou se recuperando bem.
O bebê demonstrou sinais de mal-estar logo que a mãe foi internada com os sintomas da doença e, por isso, os médicos realizaram uma cesariana de emergência três dias após a internação, no final de março.
O estudo mostrou que o vírus atravessou a placenta e provocou uma infecção antes do nascimento. A criança teve uma inflamação no cérebro poucos dias após nascer, o que é uma manifestação neurológica semelhante às descritas em pacientes adultos.
Por que camundongos transgênicos usados em pesquisa de Covid-19 viraram alvo de disputa mundial?
Camundongo usado em pesquisa do novo coronavírus foi batizado de k18-hACE2
Divulgação
Camundongos transgênicos, ou seja, geneticamente modificados, vendidos por um laboratório norte-americano estão sendo usados por pesquisadores para testes de eficácia de vacina para Covid-19. Eles estão sendo procurados por cientistas de várias partes do mundo porque os camundongos comuns não são suscetíveis ao novo coronavírus, e portanto, a chance de ficarem doentes é muito pequena.
O k18-hACE2, como foi batizado o camundongo transgênico, foi geneticamente modificado justamente para ser infectado pelo Sars-Cov-2 e é considerado fundamental para as pesquisas envolvendo o novo coronavírus.
Um grupo da Fiocruz Minas que pesquisa a vacina contra Covid-19 encomendou três casais de camundongo modificados em laboratório e está há semanas esperando a encomenda chegar dos Estados Unidos.
Por que mais de 130 milhões de pessoas voltarão a fazer confinamento na Índia?
Professora indiana dá aula em estudo de televisão, em 14 de julho de 2020
Arun Sankar / AFP
Após um rígido confinamento nacional determinado no fim de março e suspenso no início de junho, regiões da Índia estão voltando a adotar medidas de restrição de circulação devido ao aumento de casos de Covid-19. Quase 133 milhões de indianos da grande cidade de Bangalore, no sul da Índia, e do estado de Bihar (norte), precisarão voltar a ficar confinados.
Em Bihar o governo decidiu um confinamento de 15 dias, de 16 de julho até 31 de julho. Em Bangalore, a medida segue até 23 de julho. A Índia registrava na manhã desta terça-feira quase 24 mil mortes e mais de 906 mil casos declarados de Covid-19, dados que registram uma forte aceleração. Os especialistas afirmam que o pico da epidemia ainda não aconteceu na Índia.
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