As aulas remotas, impostas pela pandemia do Covid-19, têm contribuído para aproximar as famílias, que agora assistem reunidas, a explanação dos professores. A dona de casa Eliete Moreira Prado, 42 anos, nunca fez curso de primeiros socorros. Mas já é capaz de usar manobras adequadas para socorrer alguém se engasgando, ou em estado de convulsão e tomar atitudes certeiras, como encontrar a localização da chave central de energia de uma casa e salvar alguém recebendo uma descarga elétrica. Este aprendizado ela conseguiu assistindo às aulas virtuais do curso de Enfermagem, que sua filha Ana Beatriz Prado Costa, cursa, na Unijorge. As aulas remotas estão acontecendo desde a paralisação do modelo presencial, imposto pela pandemia do Covid-19 e tem contribuído para aproximar as famílias, que agora assistem reunidas, a explanação dos professores.
Segundo Ana Beatriz, é “legal assistirmos às aulas juntas e eu aproveito para fazer as atividades práticas usando minha mãe como paciente. Sempre compartilhei os ensinamentos do curso e agora, neste momento de pandemia, mais ainda”, brinca a estudante. Este cenário se estende a vários outros cursos da instituição.
Como no caso do estudante do curso de Educação Física da Unijorge, Ledson Costa dos Santos. Depois do início das aulas virtuais, não teve mais moleza para ninguém na casa, incluindo a avó Irene, a mãe Ana Cláudia e o filho Pedro, de sete anos. “As aulas começam e eu coloco todo mundo em frente ao computador para fazer as atividades. É divertido, descontrai o ambiente e não damos chance para a tristeza”, disse ele.
Jeane Rodella, professora do curso de Educação Física, adora a interação com os alunos e suas famílias.
DIVULGAÇÃO/UNIJORGE
Jeane Rodella, professora da disciplina Aprendizagem e Desenvolvimento Motor do curso de Educação Física, adora a interação com os alunos e suas famílias. Ela costuma colocar no Instagram os vídeos com suas indicações de exercícios e também os que recebe dos alunos. “É inacreditável à proporção que estas ações tomaram. Já recebi agradecimento até de uma mãe que mora em São Paulo e que está fazendo as aulas com o filho pequeno”, conta Jeane. O agradecimento fez a professora rir por vários dias: “obrigada por ajudar uma mãe cansada”, escreveu a paulista.
Ledson dos Santos vai além das aulas e instituiu uma rotina na casa. “Pela manhã reúno todos e para cada um coloco uma atividade específica. Minha avó gosta de dançar. Minha mãe faz alongamento e aquecimento. E para meu filho, aproveito as atividades para reforçar matemática. Mando ele pegar número determinado de cones, por exemplo”, conta.
Para a professora Jeane Rodella, as aulas virtuais estão sendo um aprendizado imenso para todos e o compartilhamento do conhecimento com as famílias tem sido reconfortante. “Também me ressignifiquei como professora e a resposta dos alunos sobre esta nova dinâmica, envolvendo todo o núcleo familiar, é maravilhoso”, afirma. A docente já contabiliza centenas de visualizações no seu Instagram, onde posta suas indicações e os vídeos divertidos enviados pelos alunos.