No pregão anterior, bolsa encerrou em queda de 0,08%, a 104.531 pontos.

O principal indicador da bolsa de valores de São Paulo, a B3, opera em alta nesta quinta-feira (19), um dia após o Banco Central cortar a taxa básica de juros para 5,5% ao ano, nova mínima histórica, com as ações da Petrobras entre os principais suportes seguindo o avanço do petróleo e reajuste nos preços de combustíveis.

Às 11h44, o Ibovespa subia 0,87%, a 105.435 pontos.

No pregão anterior, a bolsa encerrou em queda de 0,08%, a 104.531 pontos.

As ações da Petrobras subiam ao redor de 1,5%, favorecidas pela alta do petróleo no exterior, além de decisão da companhia de elevar o preço médio do diesel e da gasolina nas refinarias após ataques a instalações da Saudi Aramco no fim de semana terem elevado os valores internacionais do petróleo. A petrolífera também obteve decisão favorável do Carf em processo de R$ 16,4 bilhões, destaca a Reuters.

Marfrig liderava as valorizações do Ibovespa com alta de quase 6%. Entre outros destaques do dia, Via Varejo subia acima de 3% e Magazine Luiza avançava mais de 2%.

Juros em queda

O Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) cortou a taxa de juros dos Estados Unidos pela segunda vez no ano, para o intervalo entre 1,75% e 2%.

A redução confirma a expectativa do mercado, e se alinha ao movimento de estímulos dos bancos centrais de diversos países em meio aos receios sobre o crescimento da economia global. A decisão acontece em meio a preocupações sobre os impactos da guerra comercial entre Estados Unidos e China sobre outros países, por exemplo.

No Brasil, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu, por unanimidade, reduzir a Selic, taxa básica de juros da economia, de 6% ao ano para 5,5% ao ano. O percentual, que já era esperado pelo mercado financeiro, é o menor desde o início do regime de metas de inflação, em 1999. É também o menor da série histórica do Banco Central, que começou em 1986.

Analistas viram no comunicado divulgado pelo BC um conjunto de indícios de que deve haver mais redução da Selic, com a possibilidade até mesmo de a taxa básica fechar 2019 abaixo de 5% ao ano.

Estrategistas e gestores têm citado os juros mais baixos no país entre os motivos para a performance positiva das ações brasileira, tanto pelo efeito benigno nas despesas financeiras das empresas, o que ajuda nos lucros, como pela migração de investidores oriundos da renda fixa, atrás de maiores retornos, destaca a Reuters.

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