Polícia prendeu o suspeito de matar Daiane Pelegrini, de 33 anos, segundo a emissora 10 News First Sydney. Ao G1, irmã da vítima disse que ela havia se mudado para o país, há quatro anos, com a filha e o então marido. Daiane Pelegrini tinha 33 anos e morava há quatro anos na Austrália.
Arquivo Pessoal
A estudante gaúcha Daiane Pelegrini, de 33 anos, natural de Lajeado, foi morta em Sydney, na Austrália, na segunda-feira (3), segundo informações de Gisele Pelegrini, irmã de Daiane.
Ela contou ao G1 que a família, que mora no Vale do Taquari, no Rio Grande do Sul, ficou sabendo da morte pelo ex-cunhado. O suspeito do crime seria um homem com quem ela estaria se relacionando, um coreano naturalizado australiano, de acordo com Gisele.
“A gente ficou sabendo ontem [segunda] de manhã, o ex-marido dela me ligou. Eles haviam se separado fazia alguns meses, e ela começou a sair com esse cara. E agora, ela e o marido queriam se acertar e ela terminou com esse cara, e ele não aceitava. Sei que ela tinha um boletim de ocorrência contra ele”, afirma Gisele.
De acordo com informações passadas pela polícia australiana à emissora de TV local 10 News First Sydney, Daiane estava em casa acompanhada de um homem, quando o principal suspeito da morte chegou. Ele a teria esfaqueado diversas vezes.
Daiane chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos. Segundo o inspetor chefe da polícia Adam Phillips, as autoridades policiais foram chamadas ao local e, quando chegaram, o suspeito estava esperando na varanda da casa. Ele foi preso.
A polícia acredita que a mulher conhecia os dois homens, mas “ainda estão tentando estabelecer o relacionamento real das partes envolvidas”. Phillips destaca também que está sendo investigada a teoria de que o suspeito perseguia Daiane.
A gaúcha havia se mudado com o então marido na época, e a filha do casal, há 4 anos, para a Austrália. Estudante de enfermagem, Daiane trabalhava como cuidadora de uma jovem com deficiência.
De acordo com a família, a polícia não informou ao certo como Daiane foi morta. Gisele conta que a irmã não apareceu para buscar a filha, de 7 anos, na escola na segunda.
Gisele Pelegrini com a irmã, Daiane, morta na Austrália
Arquivo Pessoal
Apesar da distância, Daiane mantinha contato diário com a família que ficou no Rio Grande do Sul. “A gente tem um terreno aqui, que a mãe deixou pra nós, ela ajudava a pagar o imposto”, lembra Gisele.
“A gente não sabe quando a gente vai conseguir trazer o corpo dela e se a gente vai conseguir”.
O G1 entrou em contato com o Itamaraty, mas ainda não obteve retorno.
‘Perda é devastadora’
Uma amiga de Daiane, Vivian Ribeiro, falou ao G1 sobre a morte da estudante.
“A perda é devastadora. A Daiane, não consigo dizer ainda ‘ela era’, ela é uma grande mãe, uma grande amiga, uma grande irmã, uma filha maravilhosa, tá sendo muito complicado.”
Vivian também contou que a família não está recebendo informações oficiais da polícia, por isso, prefere não comentar sobre as investigações.
“Sabemos que a polícia está se empenhando com o caso. Agora estamos preocupados com trazer ela de volta pra casa”.
Segundo Vivian, muitas informações divulgadas pela imprensa local são desencontradas.