Uma operação coordenada pela Interpol entre 90 países levou a 121 detenções em todo mundo e à apreensão de máscaras defeituosas em março, no valor de mais de US$ 14 milhões. Um funcionário testa uma máscara em uma linha de produção que fabrica máscaras faciais em uma fábrica em Karaj, no Irã, em 28 de junho
WANA via Reuters
A pandemia do novo coronavírus causou um aumento no tráfico de máscaras, desinfetantes e de outros produtos médicos de má qualidade, ou falsificados, o que pode colocar seus usuários em risco – alertou a ONU nesta quarta-feira (8).
Grupos criminosos organizados, que exploram o medo e a incerteza em torno do vírus, especializaram-se no tráfico desses equipamentos, aproveitando o aumento da demanda e a escassez de suprimentos, alerta o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) em um relatório.
O UNODC indica que os criminosos provavelmente vão-se lançar no tráfico de vacinas contra a Covid-19, quando ela for desenvolvida.
Uma operação internacional coordenada pela Interpol entre 90 países para combater a venda ilegal de medicamentos e de produtos médicos on-line levou a 121 detenções em todo mundo e à apreensão de máscaras defeituosas em março, no valor de mais de 14 milhões dólares.
É #FAKE que uso de máscara de proteção faça mal à saúde tornando o sangue mais ácido
Comparada a uma operação semelhante em 2018, a Interpol observou um aumento de aproximadamente 18% nas apreensões de medicamentos antivirais não autorizados e um aumento de mais de 100% nas apreensões de cloroquina não autorizada, um tratamento antimalárico usado em alguns países para tratar pacientes com coronavírus.
O UNODC pediu maior cooperação internacional, fortalecimento dos marcos jurídicos e das sanções, assim como uma capacitação mais avançada para aqueles que trabalham no setor de produtos médicos.
O relatório do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime é uma “avaliação preliminar”. Baseia-se em informações coletadas pelo escritório de respostas enviadas pelos países-membros, por suas próprias agências e pela análise de fontes abertas, mídia e relatórios institucionais.