Mas Perdita Poppers, do grupo Narizes Vermelhos, sente falta do contato individual e das apresentações ‘sob medida’ para cada paciente. Para ela, ‘o mundo inteiro está sob tensão. Então, todo mundo deveria ter o seu próprio palhaço’ durante pandemia de Covid-19. Palhaços substituem atendimentos em hospitais por shows online e à distância na Alemanha
A pandemia de Covid-19 fez com que as apresentações de palhaços para crianças e idosos em hospitais e clínicas de repouso fossem suspensas em toda a Alemanha. Mas os terapeutas deram um jeito de continuar seu trabalho mesmo assim.
Grupos como os Narizes Vermelhos da Alemanha levaram suas palhaçadas para o mundo online, ou para jardins e andaimes, a uma distância segura dos pacientes, do outro lado de janelas. Mas a mudança não é fácil, admitem.
“Não há palco. Você atua no quarto. Então, há uma conexão bem direta com a pessoa para a qual você está atuando. E isso é muito bonito, porque tudo o que fazemos lá é feito sob medida para essa pessoa – essa criança ou idoso no quarto. Eu amo isso. E esse momento me faz muita falta”, explica Florentine Schara, que interpreta a palhaça Perdita Poppers.
Ela reforça a importância de manter o trabalho neste período, já que, além de vulneráveis ao vírus, crianças e idosos são também grupos de risco sensíveis à solidão. E, com a pandemia, o estresse é ainda maior.
“Eu podia realmente sentir o quanto ficam felizes. Que estamos fazendo algo por eles. As palhaçadas trazem não só o riso, mas muito alívio para a tensão nos hospitais. E acho que no momento parece que a nação inteira, ou o mundo inteiro, está sob tensão. Então, na verdade, acho que todo mundo deveria ter o seu próprio palhaço”, diz.
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