Eleição de Chan Santokhi no país vizinho encerra 10 anos consecutivos do governo de Dési Bouterse, condenado por assassinato de adversários políticos. Agora presidente do Suriname, Chan Santokhi cumprimenta apoiadores nas eleições ocorridas em 25 de maio
Ranu Abhelakh/Arquivo/Reuters
Parlamentares oficializaram nesta segunda-feira (13) o nome de Chan Santokhi como novo presidente do Suriname, país que faz fronteira com o Brasil. Ele era o único candidato da eleição indireta após o partido dele, o VHP, conquistar a maioria dos assentos no Parlamento do país.
Com a definição, Santokhi encerrará anos do governo de Dési Bouterse, que comandou o país durante o regime militar entre 1980 e 1987 e voltou ao poder em 2010, eleito. No fim do ano passado, o ainda presidente foi condenado a 20 anos de prisão pelo assassinato de 15 adversários políticos. O caso ainda tramita na Justiça do Suriname,
Santokhi reverteu o quadro político no Suriname nas eleições de maio, quando o partido dele conseguiu a maioria dos parlamentares. O partido VHP, do agora presidente, formou coalizão com o partido ABOP, sigla ligada a rebeldes contra o regime de Bouterse. O vice-presidente, inclusive, será Ronnie Brunswijk, um ex-rebelde.
Segundo o site de notícias NOS, da Holanda — país que colonizou o Suriname —, houve controvérsia dentro dessa coalizão contra Bouterse porque Santokhi chegou a trabalhar para o ex-presidente como guarda-costas.