A senadora Maria do Carmo Alves (DEM) classificou como um “grito de alerta” à sociedade brasileira os dados do diagnóstico “Bem-Estar e Privações Múltiplas na Infância e Adolescência no Brasil”, elaborado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), divulgado no início do mês passado.

O estudo, no seu entender, traz um diagnóstico preocupante de vários cenários e aponta para ocorrências que comprometem o futuro dos jovens. Um dos fatos que a senadora chamou a atenção diz respeito ao número de adolescentes assassinados. Uma média de 11 mil por ano, sendo o maior índice do mundo, segundo a Unicef. O perfil das vítimas é menino, maioria negra e que está fora da escola.

“Os nossos jovens não podem estar largados à própria sorte por falta de políticas públicas que lhes garantam o direito à vida e a dignidade”, afirmou Maria do Carmo, ao ressaltar que o estudo mostra, ainda, que, além da falta de segurança, eles têm cerceado outros direitos elementares como, educação, água, saneamento e moradia.

Para a parlamentar democrata, a omissão do Estado tem tornado esses jovens invisíveis e vulneráveis, impondo-lhes situação de grandes privações. “É imprescindível o respeito a essa juventude. Com a negligência com que ela vem sendo tratada, não teremos futuro assertivo e próspero para o país”, disse Maria.

Ela defendeu um olhar mais cuidadoso e perene por parte dos poderes públicos e da sociedade brasileira “para que tenhamos um Brasil menos depreciado do ponto de vista dos seus indicadores sociais e da condição humana oferecida, sobretudo, aos nossos jovens”.

Da assessoria

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