Líderes do Reino Unido, Guiné-Bissau e Honduras já tiveram Covid-19. O príncipe Charles, do Reino Reino Unido, e o Príncipe Albert II de Mônaco também foram diagnosticados. Além deles, as primeiras-damas do Canadá Imagem de vídeo divulgado pelo gabinete do primeiro-ministro Boris Johnson, com transmissão de um boletim no qual ele fala sobre sua saúde no dia 3 de abril
10 Downing Street/AFP
Jair Bolsonaro não é o primeiro líder de país a ser diagnosticado com Covid-19: antes dele, já tiveram a doença Boris Johnson, do Reino Unido, Nuno Nabiam, da Guiné-Bissau, Juan Orlando Hernández, de Honduras.
Johnson foi hospitalizado no início de abril com Covid-19. Ele deixou o hospital no dia 12 daquele mês. Antes de ele voltar ao trabalho, permaneceu em recuperação em casa. Ele chegou a passar três noites em terapia intensiva (UTI) durante seu tratamento.
Boris Johnson aplaude profissionais que trabalham na linha de frente do combate à Covid-19
Ao sair do hospital, Johnson publicou um vídeo em uma rede social em que reconheceu que o serviço público de saúde do Reino Unido (NHS, na sigla em inglês) salvou sua vida. “Eu deixei o hospital hoje após uma semana em que o NHS salvou minha vida, sem dúvida. É difícil encontrar palavras para expressar meus agradecimentos”, afirmou.
Durante o pronunciamento, ele disse o nome de diversos profissionais da saúde. O premiê, que chegou ao cargo defendendo a saída da União Europeia e tendo um discurso alinhado a certa xenofobia, fez um agradecimento especial a dois enfermeiros que o apoiaram no período em que esteve em estado mais grave. Os dois profissionais são estrangeiros.
Realeza com Covid-19
O Príncipe Charles, do Reino Unido, teve Covid-19 com sintomas leves em março. Ele é o primeiro na linha de sucessão de Elizabeth II. Após superar a doença, ele fez um tributo à equipe de profissionais de saúde pública do Reino Unido –apesar de não ter sido nem mesmo internado, porque não chegou a ter sintomas graves.
O príncipe Charles, em quarentena na Escócia após ter contraído Covid-19, envia mensagem por teleconferência aos convidados da inauguração do NHS Nightingale Hospital no centro ExCel, em Londres, na sexta-feira (3)
@Clarencehouse/Handout via Reuters
O Príncipe Albert II de Mônaco foi diagnosticado em março. Em um comunicado oficial, o principado anunciou que seu mandatário foi submetido a um teste no início da semana, e esclareceu que a sua saúde “não é motivo de preocupação”.
Primeiras-damas
As primeiras-damas de dois países, Canadá e Espanha, também foram infectadas pelo coronavírus.
Maria Begoña Gómez, mulher de Pedro Sánchez, da Espanha, teve Covid-19 em março. Ela recebeu o diagnóstico positivo depois que todos os membros do governo e colaboradores mais próximos do presidente terem sido submetidos a testes.
A mulher de Justin Trudeau, Sophie Grégoire Trudeau, teve diagnóstico positivo confirmado no começo de março e também se recuperou.
Guiné-Bissau e Honduras
Nabiam, de Guiné-Bissau, teve Covid-19 em abril, e afirma ter se curado com remédios caseiros em abril.
Juan Orlando Hernández, de Honduras, teve alta no começo de julho.