Tratamento precoce com sangue de curados pode reduzir mortalidade por Covid-19, mostra pesquisa. Estudo italiano aponta que mesmo após recuperação, alguns pacientes podem desenvolver problemas como dificuldade para engolir, enfraquecimento das cordas vocais e fadiga muscular. Hoje é sexta-feira, 14 de agosto, e o Brasil tem 3,2 milhões de casos confirmados de coronavírus. O número de mortos pela Covid-19 no país passa de 105 mil.
A média móvel de novas mortes no Brasil nos últimos 7 dias foi de 989 óbitos, uma variação de -4% em relação aos dados registrados em 14 dias, com base em dados da noite desta quinta-feira (13). Já a média móvel de casos foi de 44.580 por dia, uma variação de -2% em relação aos casos registrados em 14 dias.
Em todo o mundo, três países já superaram a marca de 1 milhão de diagnósticos: Estados Unidos (5,2 milhões), Brasil (3,2 milhões) e Índia (2,4 milhões). No total de mortos, os países com os piores números são: Estados Unidos (167,2 mil mortes), Brasil (105,4 mil) e México (55,2 mil).
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Um estudo italiano publicado na revista científica “Annals of Internal Medicine” mostrou que pessoas que tiveram uma forma grave de coronavírus, sobretudo as com idade mais avançada e que foram hospitalizadas em cuidado intensivo, podem desenvolver problemas neuromusculares, como dificuldade para engolir, enfraquecimento das cordas vocais e fadiga muscular.
A enfermeira de São Paulo Larissa Leal Rodrigues, de 31 anos, é uma das pessoas que ainda convive com sintomas, mesmo tendo se recuperado de uma forma moderada da Covid-19. Mais de três meses após ter testado positivo, ela ainda não recuperou o olfato, relata sentir fadiga muscular e diz que a respiração também não voltou ao normal.
“Estou bem, mas minha respiração não voltou ao que era antes. O corpo está bem cansado, querendo cama todo o dia. É como se eu estivesse sempre gripada”, conta Larissa.
A enfermeira Larissa era fisicamente ativa antes da Covid-19. Mais de 3 meses após a infecção, ainda não conseguiu se recuperar.
Arquivo pessoal
Tratamento com plasma convalescente pode reduzir mortalidade de internados?
Resultados iniciais de uma pesquisa feita nos EUA apontam que o tratamento precoce da Covid-19 com plasma convalescente (material retirado do sangue de pacientes que já se recuperaram da doença, com anticorpos) pode reduzir a mortalidade pela doença.
Cientistas de um hospital americano no Texas fizeram transfusões de plasma em 316 pacientes infectados entre março e julho. Depois, compararam os dados de 136 deles, 28 dias depois, com os de 251 pacientes que não receberam a substância (foram comparados apenas os pacientes para os quais havia dados disponíveis depois desse período).
Os pesquisadores mostraram que, se a aplicação da substância fosse feita nas primeiras 72 horas (3 dias) após a internação, a chance de as pessoas ainda estarem vivas 28 dias depois era maior entre os que receberam a substância.
Profissional de saúde segura bolsa de plasma doada por paciente recuperado da Covid-19 no Cairo, Egito, no dia 22 de julho. O tratamento com plasma convalescente, com anticorpos para o novo coronavírus (Sars-CoV-2), pode ajudar pacientes infectados a combater a doença.
Khaled Desouki/AFP
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