Centro britânico acusa governo russo de apoiar hackers que estão tentando roubar pesquisas de vacina contra Covid-19. Pesquisa indica que maioria dos pais brasileiros não está pronta para enviar filhos à escola. Hoje é quinta-feira, 16 de julho, e o Brasil se aproxima de 2 milhões de casos confirmados de coronavírus. O número de mortos pela Covid-19 passa de 75 mil.
A média móvel de novas mortes no Brasil na última semana foi de 1.067 por dia, aumento de 8% em relação aos óbitos registrados em 14 dias. Já a média móvel de casos foi de 36.388 por dia, uma variação de -5% em relação aos casos registrados em 14 dias.
O número de mortes no mundo pela doença se aproxima de 585 mil, e o de diagnósticos soma mais de 13 milhões, segundo um monitoramento da universidade norte-americana Johns Hopkins atualizado na manhã desta quinta.
Apenas dois países ultrapassaram 1 milhão de diagnósticos: Estados Unidos (3,4 milhões) e Brasil (quase 2 milhões). Em seguida estão Índia (968 mil casos) e Rússia (751 mil casos), também de acordo com a Johns Hopkins.
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Abaixo, o G1 reúne as principais notícias do dia sobre coronavírus:
Vacina contra Covid-19 virou alvo de hackers?
Técnica de laboratório exibe uma dose de uma candidata a vacina contra a Covid-19 pronta para ser testada em macacos no Centro Nacional de Pesquisa de Primatas da Tailândia, na Universidade Chulalongkorn
Mladen Antonov/AFP
Um comunicado desta quinta-feira (16) do Centro de Cyber Segurança do Reino Unido informou que hackers, com apoio do governo russo, estão tentando roubar pesquisa de vacina contra a Covid-19 de universidades e farmacêuticas de outros países.

A declaração do centro foi coordenada por Reino Unido, Estados Unidos e Canadá, e atribui os ataques ao grupo APT29, conhecido como “Cozy Bear” (“urso confortável”, em tradução livre), que, segundo o comunicado, quase certamente operam como parte dos serviços de inteligência da Rússia.
Testes mais rápidos para detectar Covid-19: o que universidades brasileiras estão fazendo?
A professora Leda Castilho, coordenadora da pesquisa de desenvolvimento de um teste de baixo custo para a detecção do coronavírus
Divulgação/ Coppe/ UFRJ
Um teste para a detecção da Covid-19 que está sendo estudado pelo Instituto de Pós-graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe/UFRJ) pode se tornar acessível para quem deseja identificar a doença em seus estágios iniciais. A ideia é que o exame possa ser aplicado em grandes populações, com custo de menos de US$ 1 cada.
Hoje os custos dos exames que detectam a Covid-19 são uma das principais barreiras para a realização de testes em massa. O artigo com a pesquisa do novo teste ainda não teve a revisão de outros cientistas e está em fase de análise.
Já na Universidade Federal da Minas Gerais (UFMG), um método inédito, que utiliza inteligência artificial para diagnóstico da Covid-19 e outras doenças virais, como dengue e zika, também está sendo estudado.
O projeto teve início logo que os principais casos da infecção causada pelo novo coronavírus foram registrados no Brasil, e os testes clínicos com amostras de pacientes reais começaram há duas semanas e apresentaram precisão de quase 90%.
Pais estão prontos para que filhos voltem às escolas?
Escola particular de Manaus, onde aulas presenciais retomaram com rodízio de alunos
Divulgação
Um levantamento sobre a retomada das aulas presenciais em todo o Brasil aponta que, caso as escolas reabrissem em julho, 73,7% dos pais e responsáveis se recusariam a enviar filhos. Para 40%, o retorno deverá ser em 2021.
Os dados são da pesquisa “As escolas brasileiras no contexto do coronavírus”, feita a pedido da União pelas Escolas Particulares de Pequeno e Médio Porte, entre 22 e 29 de junho.
Entre os pais e responsáveis que não enviaram os filhos para a escola em julho, 51,9% aponta como principal motivo a indefinição sobre medidas preventivas que devem ser tomadas para preservar a saúde e 21,8% diz que esperaria mais um pouco para saber como será este processo.
Quais cidades da Grande SP estão mais vulneráveis à Covid-19?
Movimentação em 11 de julho no comércio da rua Marechal Deodoro, São Bernardo do Campo, considerada a menos vulnerável à Covid-19 da Grande SP
Ettore Chiereguini/Agif – Agência de Fotografia/Estadão Conteúdo
A população das cidades de Biritiba Mirim, Poá e Itaquaquecetuba são as mais vulneráveis ao novo coronavírus entre as cidades da região metropolitana de São Paulo. O dado é baseado em estudo do instituto Votorantim com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Sistema Único de Saúde (SUS), do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES) e da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANSS).

Já São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul e Cajamar são consideradas as menos vulneráveis, segundo o estudo. A capital aparece em quarto lugar entre as menos vulneráveis. O estudo considerou os seguintes aspectos: população vulnerável, economia local, estrutura do sistema de saúde, organização do sistema de saúde, e capacidade fiscal da administração municipal. Veja a lista com as 10 cidades mais vulneráveis e e as 10 menos.
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