Novo coronavírus pode levar até 30 dias para deixar o organismo. Simulações comprovam que protetor facial e máscara com válvula são menos eficazes. E cientistas descobrem que asma, diferentemente do que se pensava, não é um fator de risco importante. Hoje é quinta-feira, 3 setembro, e o Brasil tem mais de 4 milhões de casos por coronavírus registrados. O número de mortos pela Covid-19 no país passou de 124 mil.
A média móvel de novas mortes no Brasil nos últimos 7 dias foi de 878 óbitos, uma variação de -10% em relação aos dados registrados em 14 dias. A média móvel de casos foi de 39.917 por dia, uma variação de +1% em relação aos casos registrados em 14 dias.
A Covid-19 já provocou mortes em 4.211 dos 5.570 municípios do país, mostra o Mapa do Coronavírus – levantamento exclusivo feito pelo G1. São Paulo está no topo do ranking, com mais de 11 mil mortes. Veja a situação da doença na sua cidade.
Em todo o mundo, os três países com mais mortes são: Estados Unidos (186 mil), Brasil (124 mil) e Índia (67 mil).
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Abaixo, o G1 reúne as principais notícias do dia sobre coronavírus:
Quando tempo o novo coronavírus leva para deixar o corpo?
Um estudo italiano publicado no “British Medical Journal” sugere que pacientes da Covid-19 realizem novos testes do tipo RT-PCR quatro semanas ou mais após o primeiro resultado positivo, ou 36 dias após os primeiros sintomas, já que o vírus pode levar em média 30 dias para desaparecer do corpo.
Pesquisadores também alertaram que ainda não se sabe o quão infeccioso o paciente pode ser durante a fase de recuperação.
Teste RT-PCR para Covid-19, no Distrito Federal
Breno Esaki/Agência Saúde DF
Protetor facial e máscara com válvula são eficazes para proteção contra Covid?
Uma pesquisa publicada na revista científica “Physics of Fluids” aponta que os protetores faciais e as máscaras valvuladas são menos eficazes no bloqueio de partículas virais do que as máscaras normais.
O teste mostrou que os protetores faciais bloqueiam o movimento inicial de um jato simulado de tosse ou espirro, mas as gotículas expelidas podem se mover ao redor do visor com facilidade.
Na simulação com a máscara valvulada, um sopro de partículas pode ser visto jorrando ao redor da ponta do nariz, onde o ajuste é ruim. Além disso, a maior parte do ar exalado passa pela válvula sem obstáculos.
Visão de campo próximo da propagação da gota quando um protetor facial é usado para impedir o jato expelido
Siddhartha Verma, Manhar Dhanak, John Frankenfield
O que dizem as últimas pesquisas sobre fatores de risco para Covid-19?
A obesidade é um fator de risco para pacientes de Covid-19 independentemente de idade, do sexo, da etnia ou da existência de comorbidades como diabetes, hipertensão, doença cardíaca ou pulmonar, afirmam pesquisadores brasileiros em artigo publicado na revista científica “Obesity Research & Clinical Practice”. A conclusão está baseada na revisão de nove estudos clínicos, que juntos relatam a evolução de 6.577 pacientes infectados pelo SARS-CoV-2 em cinco países.
Outra pesquisa, publicada na revista científica “Annals of the American Thoracic Society”, aponta que a asma não é um fator de risco para quadros graves de Covid-19. Segundo os cientistas, uma revisão de estudos internacionais mostra um número baixo de asmáticos entre os pacientes hospitalizados com coronavírus.
O time de pesquisadores acredita que o uso de inaladores com corticoides que muitas pessoas com asma usam pode tornar mais difícil a entrada do coronavírus pelas vias aéreas.
OMS teme surto de obesidade por causa do isolamento
Reprodução/TV Globo
Playlist: perguntas e respostas sobre o coronavírus
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