Chris Ubach
A atriz Chris Ubach fez um desabafo nas redes sociais (Imagem: Reprodução / Instagram)

Chris Ubach, que integrou o elenco da temporada 2009 de Malhação, desabafou sobre a maternidade e a covid-19 nas redes sociais na última terça-feira (16). A atriz que deu à luz a Ravi, seu primeiro filho, fruto do relacionamento com Rafael Lozano, no final do ano passado, não poupou críticas a Jair Bolsonaro.

Essa Christiana e a sua nova cara de mãe tem tanta coisa nova nesse corpo, nessa cabeça. Nesse corpo que se espreme para jorrar o leite que vaza das tetas há seis meses e já se acostumou a isso. A cabeça que anda cheia tentando fazer todas as contas e cálculos para dar conta da vida cotidiana que ainda existe por detrás de quase 900.000 contaminados. É tão mágico amamentar!“, iniciou ela na legenda da publicação feita no Instagram.

A famosa continuou falando sobre a angústia que sente pela pandemia do novo coronavírus, que fez o seu próprio pai como uma das vítimas fatais. “No fundo reina no coração dos brasileiros uma sensação de que ‘o vírus venceu’. Escutei isso esses dias. 45.000 mortos. Foi uma facada no meu coração, eu no momento sensível que me encontro, recente mãe, e com uma história tão íntima com o vírus“, lamentou.

A intérprete de Cris na novela da tarde da Globo se posicionou contrária ao governo federal. “Morte, sempre se falou em morte nesse governo. E quem agora se surpreende finge que arma não mata. Porque o Brasil é desenvolvido para matar, viver em guerra e é subdesenvolvido para controlar um vírus invisível. Voltamos à ditadura, esconde os corpos, as identidades, os números, esconde… Quem não sabia que iríamos voltar à ditadura? Sabíamos sim! Só não sabíamos como. Aqui está!“.

O governo deixa o vírus solto para que ele mesmo faça o trabalho sujo de tortura, falta de ar, dores de cabeça, náuseas e tosse! Ele não suja as mãos, ele continua caminhando e cumprimentando, espalhando a ditadura invisível. Esse vírus ganhou o Brasil pelo nosso egoísmo. Pelo mundo algoritmo, dual, bipartido. Porque não houve aqui união, porque não tínhamos um líder. Tínhamos e temos um homem que não consigo adjetivar de tão horripilante que é“, disparou.

E concluiu: “Essa Chris aí está cheia de coisas novas, que vivem entre respeitar o luto de tantas famílias, de tantas perdas e não se calar diante do genocídio que se instaurou nesse país. Não sei como atravessaremos essa pandemia. Mas quem está de olhos abertos igual não vai ficar“.

Confira:

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Essa Christiana e a sua nova cara de mãe tem tanta coisa nova nesse corpo, nessa cabeça. Nesse corpo que se espreme pra jorrar o leite que vaza das tetas a seis meses, e já se acostumou a isso. A cabeça que anda cheia tentando fazer todas as contas e cálculos pra dar conta da vida cotidiana que ainda existe por detrás de quase 900.000 contaminados. É tão mágico amamentar! E a cabeça quase explode de tanta conta, de tentar encaixar mil pensamentos que não fazem sentido. No fundo reina no coração dos brasileiros uma sensação de que “o vírus venceu”. Escutei isso esses dias. 45.000 mortos. Foi uma facada no meu coração, eu no momento sensível que me encontro, recente mãe, e com uma história tão íntima com o vírus. Porque eu não aceito o Brasil ser tão rico de riquezas mesmo (desde o pau Brasil, a cana, o café, o ouro, petróleo…água, agua, água, água, floresta, mato, árvore, ar, ar, ar…. ) e a gente não conseguir sobreviver a isso, porque temos um governo assassino, que nunca presou pela vida, nas suas eleições, dando o tom do horror no trailer com as suas armas para todo lado. Morte, sempre se falou em morte nesse governo. E quem agora se surpreende finge que arma não mata. Porque o Brasil é desenvolvido pra matar, viver em guerra e é subdesenvolvido pra controlar um vírus invisível. Voltamos a ditadura, esconde os corpos, as identidades, os números, esconde… quem não sabia que iríamos voltar a ditadura? Sabíamos sim! Só não sabíamos como. Aqui está! O governo deixa o vírus solto pra que ele mesmo faça o trabalho sujo de tortura, falta de ar, dores de cabeça, náuseas e tosse! Ele não sujas as mãos, ele continua caminhando e cumprimentando, espalhando a ditadura invisível. Esse vírus ganhou o Brasil pelo nosso egoísmo. Pelo mundo algoritmo, dual, bipartido. Porque não houve aqui união, porque não tínhamos um líder. Tínhamos e temos um homem que não consigo adjetivar de tão horripilante que é. Essa Chris aí tá cheia de coisas novas, que vivem entre respeitar o luto de tantas famílias, de tantas perdas, e não se calar diante do genocídio que se instaurou nesse país. Não sei como atravessaremos essa pandemia. Mas quem está de olhos abertos igual não vai ficar.

A post shared by Christiana Ubach (@chrisubach) on Jun 15, 2020 at 10:05pm PDT

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