Clima frio e chuvoso no país vizinho fez com que os gafanhotos não se deslocassem por grandes distâncias. Técnico argentinos continuam monitorando a nuvem. Gafanhotos estão em local de difícil acesso para os técnicos do governo argentino
Divulgação/Senasa
Técnicos do governo da Argentina continuam monitorando o deslocamento da nuvem de gafanhotos que se aproximava do Brasil e do Uruguai.
Devido às chuvas que ocorreram no país vizinho na segunda-feira (29), a avaliação da equipe do Serviço Nacional de Sanidade e Qualidade Agroalimentar da Argentina (Senasa) é de que a nuvem “não tenha se deslocado por grandes distâncias”, seguindo na província de Corrientes.
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Na manhã desta terça-feira (30), os técnicos voltaram a campo para localizar os insetos e, se possível, voltar a fazer o controle da população de gafanhotos.
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O Ministério da Agricultura concedeu autorizações emergenciais e temporárias para uso de alguns inseticidas biológicos contra pragas de gafanhotos.
Em portaria no Diário Oficial da União desta terça-feira, o ministério ainda estabeleceu diretrizes para a elaboração de planos de supressão da praga de gafanhotos, que deverão ser estabelecidos por órgãos estaduais a partir de diretrizes federais.
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As medidas vêm após o ministério ter declarado na semana passada estado de emergência fitossanitária para áreas de produção agrícola no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina devido aos riscos relacionados à nuvem de insetos.
Apesar do estado emergencial, o ministério disse na última quinta-feira que avaliava no momento como pouco provável que os gafanhotos avançassem para território brasileiro.
Na portaria publicada nesta terça-feira, o Ministério da Agricultura autorizou a inclusão da espécie de gafanhoto “Schistocerca cancellata” nas recomendações para uso de inseticidas biológicos à base de “Beauveria bassiana” e “Metarhizium anisopliae”.
As autorizações estão limitadas a casos de ocorrência comprovada de surto da praga de gafanhotos em sua fase gregária, com aplicação terrestre por meio de tratores e aérea.
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Culturas incluindo milho, soja, café e algodão estão entre as que poderão utilizar esses produtos.
As autorizações para uso dos produtos permanecerão vigentes enquanto perdurar a situação de emergência fitossanitária, ainda de acordo com o texto das medidas, assinado pela ministra Tereza Cristina.
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