São 14 réus, e penas variam desde prisão perpétua a 10 e 20 anos de prisão. Policiais em vigilância no tribunal de Paris para a audiência de abertura do julgamento de 14 supostos cúmplices do ataque ao ‘Charlie Hebdo’
Alain Jocard / AFP Photo
A Justiça francesa abriu nesta quarta-feira (2) o julgamento dos supostos cúmplices dos atentados de janeiro de 2015, contra o semanário satírico “Charlie Hebdo”, um agente policiai e contra o supermercado judeu Hyper Cacher em Paris. O Ataque deixou 17 mortos.
A Vara Criminal vai avaliar até o dia 10 de novembro o papel de 14 pessoas nos atentados, sendo dez detidos provisoriamente, um liberado sob controle judicial e três foragidos, com pedido de penas que variam de prisão perpétua a 10 e 20 anos de prisão.
O grupo é acusado ​​de participar de uma organização terrorista e de diversos graus de cumplicidade, seja na prestação de apoio logístico, financeiro ou material aos irmãos Saïd e Chérif Kouachi, responsáveis ​​pelo ataque ao “Charlie Hebdo”, e a Amedy Coulibaly, autor dos outros dois ataques.
O processo começou sob forte controle de segurança.
O primeiro ataque ocorreu em 7 de janeiro e matou 12 pessoas. Um dia depois, em coordenação com os Kouachi, Coulibaly assassinou um agente municipal e no dia 9 prendeu uma dúzia de pessoas no supermercado judeu e matou mais quatro pessoas. Os três terroristas acabaram sendo mortos pelas forças da ordem.
“Charlie Hebdo” recebeu ameaças em 2006, após publicar charges de Maomé.
O secretário-geral da Repórteres sem Fronteiras (RSF), Christophe Deloire, se expressou pouco antes do julgamento. “Aceitar restrições aos sistemas de pensamento é entrar em uma lógica muito perigosa”, afirmou. “Ver 5 anos depois que há um julgamento é uma satisfação após o horror da tragédia. A justiça será feita para as vítimas e suas famílias”, acrescentou.