Os policiais da província de Buenos Aires querem um reajuste de 56%. O governo local ofereceu 30%. Os agentes fazem protestos desde segunda-feira. Policiais argentinos fazem protesto por salários em 9 de setembro de 2020
Natacha Pisarenko/Reuters
Policiais da província de Buenos Aires, na Argentina, chegaram a cercar a casa oficial da presidência do país, na cidade de Olivos, na quarta-feira (9) durante um protesto para pedir aumento de salários.
Na casa, estavam reunidos Alberto Fenández, o presidente, e Axel Kicillof, o governador da província.
Houve uma concentração de dezenas de viaturas na região. Metade dos policiais saíram de seus distritos para participar do protesto, de acordo com o jornal “La Nación”, que ouviu prefeituras da região metropolitana.
Os policiais querem um reajuste de 56%. O governo da província ofereceu 30%.
Os protestos começaram na segunda-feira. A expectativa é que hoje o governo da província faça uma nova proposta.
Fernández é um aliado de Kicillof. De acordo com o jornal “La Nación”, ele estuda redirecionar uma parte dos recursos que o governo federal passa à cidade de Buenos Aires (que não pertence à província de mesmo nome).
O presidente argentino, no entanto, diz desaprovar a forma como os policiais estão protestando. “Está claro que os salários dos policiais ficaram defasados. Não sou um incapaz. Quero dizer a eles que vamos dar uma solução para a província de Buenos Aires, mas não vamos aceitar que sigam com essa forma de protesto. Eu peço democraticamente, amigavelmente, que deixem essa forma de protesto.”