Setor passou a oferecer a desinfecção feita com um aparelho que lança uma névoa em todo o ambiente. Empresa de Presidente Prudente passou a oferecer o serviço de sanitização por causa da pandemia da Covid-19
Leando Senna/Cedida
A higienização das mãos e dos ambientes tem sido repetidamente falada desde o início da pandemia da Covid-19, como uma das medidas preventivas contra a propagação da doença. Em Presidente Prudente (SP), as empresas que oferecem serviços de limpeza também tiveram de se adaptar ao momento de maior demanda e com a inclusão de novos métodos, como a sanitização e a desinfecção.
Em uma empresa que oferece serviço de limpeza profissional na região de Presidente Prudente, a procura entre março a julho aumentou cerca de 20%. Inicialmente, o serviço de sanitização era feito em casos pontuais e não fazia parte do portfólio.
“Os serviços de limpeza são contratados, na maioria dos casos, quando o cliente entende que, para ser competitivo e crescer no onde atua, ele precisa se concentrar cada vez mais nas atividades nas quais ele é especialista e então passa a terceirizar outras atividades, fundamentais para o seu funcionamento, mas que não são core-business e sim acessórias”, explicou o diretor de mercado Erasmo Prioste ao G1.
Empresa de Presidente Prudente passou a oferecer o serviço de sanitização em abril
Já o proprietário de uma outra empresa em Presidente Prudente, Leandro Senna, também constatou aumento na procura durante a quarentena, principalmente, por pessoas jurídicas. A pandemia, inclusive, fez com que ele passasse a oferecer a sanitização de ambientes.
“Esse serviço não era disponibilizado antes. Estou no ramo há seis anos e nunca tinha acontecido a solicitação da sanitização. Começamos a acompanhar a situação do países afetados pela pandemia antes do Brasil, que já passaram pelo pico, e começamos a tomar as providências para oferecer também”, afirmou ao G1.
Foram providenciados máscaras adequadas e um outro tipo de macacão aos funcionários que realizam este serviço.
“De junho para cá, a demanda aumentou 100%. E acredito que deva aumentar ainda mais, principalmente, quando a região passar para a fase amarela. Mais setores vão estar autorizados a abrir e vai ter mais gente circulando. Os empresários devem pensar na segurança dos clientes como um diferencial competitivo”, ressaltou Senna.
Ele acredita que a procura pelos serviços de limpeza e sanitização deve continuar em alta nos próximos meses.
“Quando mais setores abrirem, com mais estabelecimentos funcionando e mais pessoas circulando, os empresários que tiverem noção da importância da prevenção vão encontrar um diferencial a oferecer aos clientes. Eu já estou até fechando contrato com escolas para quando as aulas forem retomadas”, salientou.
Um dos sócios de uma empresa de dedetização em Presidente Prudente, Paulo César Pesente Araújo, contou ao G1 que começou a oferecer o serviço de sanitização na primeira quinzena de abril, depois que a equipe fez um curso de capacitação.
“O aparelho usado, que é o atomizador, a gente já tinha. Foi comprado o germicida. O atomizador faz a quebra das partículas do produto e solta uma névoa que cobre toda a superfície”, explicou Araújo.
A procura pela sanitização começou em maio e tem sido feita em locais com bastante fluxo de pessoas, como empresas e condomínios. Ele falou ainda que o produto faz a desinfecção no momento da aplicação e que não há um efeito residual, ou seja, não dura por vários dias.
“É necessário que as pessoas continuem usando a máscara, álcool em gel, desinfectando os pés. É todo um conjunto”, relatou Araújo.
Para ele, ter apostado em mais esse serviço está valendo a pena. “Tudo que vem para agregar na empresa é válido. Eu acredito que, nesse ano, a demanda continue”, finalizou Araújo ao G1.
Empresa de Presidente Prudente passou a oferecer o serviço de sanitização em abril
Método preventivo
Além da sanitização, unidade de uma seguradora adotou outras medidas preventivas contra o coronavírus
Jéssica Cristina Fioravante/Cedida
A assistente de escritório Jéssica Cristina Fioravante, que trabalha em uma unidade de uma seguradora em Presidente Prudente, afirmou ao G1 que a sanitização foi feita no local no mês passado. “Estávamos todos em home office e foi um critério colocado para retomar a atividade presencial. Trouxe mais segurança para todos”, disse.
Até o momento, Jéssica relatou que não houve casos confirmados ou suspeitos na unidade e que a sanitização foi uma medida preventiva. Além da sanitização, ela ainda falou que todo o espaço foi adaptado para se adequar às medidas de segurança.
“Foram colocadas as sinalizações no chão e nas mesas para manter o distanciamento. Tem um totem na entrada com álcool em gel. Também foi colocado um painel de acrílico para atendimento ao público, para que não tenha o contato direto”, explicou ao G1.
Além da sanitização, unidade de uma seguradora adotou outras medidas preventivas contra o coronavírus
Jéssica Cristina Fioravante/Cedida
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