Pesquisadores analisaram mais de 1,8 milhão de nascimentos. Ainda não é possível estabelecer relação causal, diz coautor da pesquisa. Pesquisa realizada por cientistas de diversas universidades dos EUA mostrou que entre 60% e 80% das pessoas não dizem toda a verdade para seus médicos
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Um estudo publicado pela National Academy of Sciences dos Estados Unidos aponta que a mortalidade de bebês negros é maior quando eles são acompanhados por médicos brancos.
Segundo o levantamento, o índice de mortalidade de bebês negros é três vezes maior do que brancos. No entanto, quando essas crianças são atendidas por médicos negros o número de mortes cai pela metade.
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Pesquisadores das universidades George Mason, Harvard e do Minnesota acompanharam o nascimento de mais de 1,8 milhão de crianças no estado da Flórida entre os anos de 1992 e 2015, identificando a raça do médico responsável pelo parto.
O estudo apontou também que a menor taxa de mortalidade de recém-nascidos negros ocorreram em hospitais que habitualmente realizam partos de crianças negras.
A mortalidade infantil de crianças brancas não apresentou diferença por conta da raça do médico responsável pelo parto.
Em entrevista ao jornal “USA Today”, Brad Greenwood, coautor do estudo e professor da Universidade George Mason, informou que ainda não é possível definir o motivo pelo qual o índice de mortalidade é menor por médico e paciente.
Rachel Hardeman, também coautora, pesquisadora em saúde reprodutiva e professora da Universidade de Minnesota, afirma que as grandes diferenças na mortalidade infantil são resultados, provavelmente, do legado do racismo estrutural.
Segundo ela, mulheres negras são menos saudáveis ​​e correm maior risco de apresentarem problemas de saúde durante a gravidez por causa do racismo e da desvantagem socioeconômica.
Segundo dados de Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA, até o ano de 2017 a mortalidade de bebês negros era duas vezes maior do que bebês brancos, asiáticos e hispânicos.
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