Segundo Defensoria Pública da Bahia, estado alega que tratamento foi abandonado; órgão vai manter contato com mãe da criança. Mães de duas crianças com doença rara pedem ajuda nas redes sociais
A família do menino de 1 ano e 10 meses, que nasceu com uma doença rara, conseguiu uma liminar na Justiça que obriga o Governo da Bahia a oferecer suporte médico à criança. No entanto, a família, que mora em Salvador, relatou que a decisão não foi cumprida.
Henrique Vianna dos Santos nasceu em agosto de 2018 com distrofia muscular congênita e tem dificuldades de ficar de pé e andar. O tratamento para melhorar a qualidade de vida dele, por enquanto, é feito em São Paulo e em Pernambuco.
A mãe do menino, Daniela Vianna começou uma campanha na internet para arrecadar dinheiro e conseguir comprar um andador para o filho, que custa R$ 18 mil. Ela está desempregada e conta com apoio de quem pode ajudar.
Daniela explicou ainda, que a liminar concedida, obriga o estado a oferecer suporte em fisioterapia motora e respiratória, terapia ocupacional, além de tratamento com uma equipe completa de reabilitação. O documento, assinado pela juíza Angela Barcelar Batista, no dia 11 de março, dava um prazo de 24 horas para que o estado cumprisse a decisão.
Família de criança com doença rara ganha liminar para suporte médico do Governo da Bahia
Reprodução/TV Bahia
“Eu coloquei o governo na Justiça e já ganhei duas vezes a liminar, só que o governo não cumpriu as liminares. Eu preciso dar uma qualidade de vida melhor para meu filho”, disse Daniela.
Por meio de nota, a Procuradoria Geral do Estado (PGE) informou que a criança recebeu acolhimento em uma unidade de saúde, em 2019, no dia 12 de agosto, e também no dia 30 do mesmo mês. O menino teve atendimento no setor de Intervenção Precoce, com equipes formadas por profissionais da área de fisioterapia, fonoaudiologia, serviço social e psicologia.
Ainda segundo a Procuradoria, no dia 13 de setembro, foi prescrito o uso de cadeira de banho, no formato concha, e foi devidamente concedido para a criança no dia 24 de setembro. O órgão informou que, após o dia 28 de janeiro, a mãe não compareceu mais na unidade.
Família de criança com doença rara faz campanha para arrecadar dinheiro para custos do tratamento.
Reprodução / Redes Sociais
Em entrevista à TV Bahia, Daniela disse que não foi notificada sobre essas informações e que não foi mais ao atendimento porque era uma vez por semana, de 25 minutos, quando o ideal seria de 3 vezes por semana.
Também em nota, a Defensoria Pública da Bahia (DPE) informou que foi procurada por Daniela, que contou que o estado não estaria cumprindo a liminar concedida no ano passado. Após ter solicitado uma posição do governo sobre a situação, a Defensoria não recebeu mais nenhuma intimação judicial relacionada ao processo.
Ainda segundo a DPE, agora, com o conhecimento das justificativas do estado, que aponta o abandono do tratamento, a Defensoria vai manter contato com Daniela.
Outra campanha
Família de criança com hidrocefalia também lança campanha para arrecadar dinheiro
Reprodução/TV Bahia
Alessandra Nascimento também está fazendo uma campanha para ajudar a filha, que nasceu com hidrocefalia e está internada no Hospital da Criança, em Feira de Santana, há três meses.
“Sempre ela tem pneumonia e, esse ano, ela teve uma muito forte, foi bacteriana. Fomos transferidas para Salvador para fazer o tratamento e, quando chegamos lá, ela precisou ser entubada”, contou Alessandra.
Quando Aylla Nascimento sair da unidade de saúde e voltar para casa, no município de Saúde, vai precisar contar com a ajuda de alguns equipamentos. “Eu quero, humildemente, pedir a ajuda de vocês. Aylla está precisando de um cilindro de oxigênio e ainda precisa de cadeira de rodas”, explicou Alessandra.
A campanha também é pela internet, na pagina @ayllap2020 do Instagram. Quem quiser ajudar pode fazer doações através das informações que estão no perfil.
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