Com 12 anos, garoto tem altura de criança de 5. Pais contaram que menino precisa fazer duas cirurgias em São Paulo e custo total para tratamento, que deve durar 2 anos, é de cerca de R$ 180 mil. Pais lançam campanha virtual para arrecadar dinheiro para tratar o filho, que tem nanismo
A família de um garoto de 12 anos, que nasceu com uma alteração congênita que provoca nanismo, em Salvador, criou uma vaquinha virtual para ajudar no tratamento do filho. Os pais do garoto querem juntar cerca de R$ 180 mil para pagar os custos de três cirurgias do menino, em São Paulo, além de passagem, hospedagem e locomoção.
Gabriel Vidal Lemos tem 1,11 metros de altura, o que equivale o tamanho de uma criança de 5 a 6 anos. A expectativa de altura final é menor que 1,20. Bem humorado, o menino falou sobre como lida com o nanismo.
“As pessoas com nanismo têm várias dificuldades , algumas limitações. Eu mesmo, por exemplo, se tem uma coisa muito alta, eu já não consigo pegar com tanta facilidade, mas isso não me impede de ser feliz, de ser alegre”, disse Gabriel, em vídeo.
Logo depois do nascimento, os médicos suspeitaram que Gabriel tinha displasia metafisária nos ossos longos. Com ajuda dos exames de raio x, uma médica geneticista confirmou o diagnóstico.
Família na BA faz vaquinha virtual para ajudar no tratamento do filho que tem nanismo
Reprodução/TV Bahia
Mesmo com todo acompanhamento e terapias, hoje as pernas de Gabriel são curvas, o que os médicos chamam de grave desvio rotacional e angular, e também tem desvio na coluna dorsal e lombar.
“Recentemente, eu e minha família descobrimos uma técnica que pode fornecer o alongamento ósseo, que seria quebrar meu osso no meio e, com o aparelho, a cada dia, iria girando um negocinho que ia crescendo um milímetro por dia. Assim, vai estendendo e vai ficar maior”, relatou Gabriel.
Com a ajuda da ciência, as complicações ortopédicas podem ser bem menores no futuro. Para isso, Gabriel precisa fazer as cirurgias em São Paulo. O tratamento deve durar 2 anos.
A família contou que não tem esse dinheiro, mas acredita no ditado popular “a união faz a força”.
“A gente está fazendo arrecadação de recurso através de uma vaquinha virtual na internet, todo mundo pode acompanhar toda a história no perfil do Instagram. A gente conta toda a história, a gente pretende, inclusive, continuar com todo esse trabalho, mesmo após a arrecadação desses recursos. Mostrando esse processo, é muito importante que as pessoas vejam que a sua contribuição se transformou de fato no benefício na vida de alguém”, contou Manuela Vidal, mãe do menino.
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Menino tem grave desvio rotacional e angular
Reprodução/TV Bahia
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