Felipe Santana
Felipe Santana conta como é a rotina de um correspondente internacional nos EUA (Imagem: Reprodução / Rede Globo)

Atuando como correspondente da Rede Globo em Nova York, desde o final do ano passado, Felipe Santana contou, em entrevista ao Jornal Extra, como tem sido a sua rotina de trabalho nos Estados Unidos, especialmente num ano atípico como 2020.

No bate-papo, ele deu alguns detalhes de como a pandemia afetou a sua vida profissional. “Eu estava acompanhando a comitiva de Jair Bolsonaro, em Miami, na primeira semana de março. Houve aquele jantar com o presidente americano, Donald Trump, em que foi registrado um primeiro caso da doença. Três pessoas da comitiva acabaram contaminadas depois, e ficamos todos juntos num lugar fechado o tempo inteiro“, iniciou.

Em seguida, detalhou como a forma de trabalhar começou a mudar. “No começo, não trabalhei. Depois, passei a entrar no ar no programa Combate ao coronavírus’, que a Globo exibia, com um celular, direto de casa. A gente teve que ir aprendendo, melhorando as técnicas. Até que recebemos equipamento em casa e comecei a trabalhar com o cinegrafista Lucas Louis, que é meu vizinho, completou.

Felipe também contou um pouco sobre a expectativa de cobrir as eleições presidenciais neste ano. “Em 3 de fevereiro, eu fui pra Iowa, o primeiro estado onde acontecem as prévias. Estávamos nos preparando desde dezembro, pesquisei a vida de todos os candidatos. Achei que seria a maior cobertura do ano, mas aconteceu isso tudo. As convenções vão ser realizadas. Mas, em 2016, Hillary Clinton estava na frente e vimos o que aconteceu Ainda não há uma programação. Por enquanto, a ideia é nos deslocarmos para lugares muito importantes ficando só do lado de fora“, acredita.

Em seguida, o jornalista de 34 anos desmistificou a ideia de que a vida de um correspondente internacional é puro glamour: “A gente não tem rotina, nem mesmo horário de entrada e saída do trabalho. Uma vez eu estava num show, era 1 hora da manhã, e Trump jogou bombas no Irã. Eu tive que sair correndo. A gente está sempre de prontidão. É como se estivéssemos constantemente de plantão“.

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