Missa a São Roque foi realizada na igreja dedicada ao santo, no bairro da Federação. Ele é considerado protetor contra doenças na igreja católica. Dia de São Roque é comemorado sem procissão devido à pandemia da Covid-19
O Dia de São Roque, santo considerado protetor contra as doenças, comemorado no domingo (16), teve celebrações diferentes por causa da pandemia da Covid-19, em Salvador. A tradicional procissão religiosa não foi realizada neste ano.
Muitos devotos de São Roque aproveitaram o momento para pedir o auxílio do santo na proteção de doenças, em especial pelo coronavírus.
“Pedir a São Roque piedade, misericórdia e compaixão para todo mundo, para o Brasil inteiro. E que nos livre dessa situação”, disse Valcir Santos.
O número de fiéis na Igreja de São Roque, que fica no bairro da Federação, foi reduzido para evitar aglomeração no local.
“Aqui nós estamos levando a prece em nome de todas as pessoas, pelo fim da pandemia. Saúde e paz do corpo e da alma de todas as pessoas, todos os devotos”, pontuou o padre Cristóvão, que é reitor da igreja.
Reservada para apenas 50 pessoas em cada celebração, a igreja teve os bancos higienizados ao fim de cada missa.
“Para a gente se proteger e proteger nossos irmãos, por isso que estamos tendo esse cuidado assim que termina a missa. A gente higieniza tudo para as próximas pessoas que vão entrar”, disse Elizabete Ferreira, que é 
auxiliar de serviços gerais da igreja.
Com as comemorações para o santo, membros de religiões de matrizes africanas também aproveitaram o domingo para o sincretismo religioso a Omolu, o orixá da cura e da doença. Do lado de fora da igreja, a tradição de banho de pipoca das mães de santo foi mantida com distanciamento.
“Ele que é o responsável por todas as doenças. Se o povo bem soubesse, não saia daqui, porque ele é quem vai mandar tudo embora. Sacudir com as palhas dele e mandar para maré de vazante, onde não canta nem galo e nem galinha”, disse mãe Janete de Oyá.
Sem a tradicional procissão pelas ruas da Federação, para evitar aglomerações, a imagem de São Roque ficou exposta do lado de fora da igreja, onde também aconteceu o banho de água benta.
“É um momento ruim, mas que a gente tem que reforçar a fé a cada dia mais. Esse é o momento de estar pedindo e agradecendo também”
Depois da exibição da imagem de São Roque na frente da igreja, o grupo candomblecista da Mesa de Ogãs, seguiu pelas ruas com a imagem da representação de Omolu, no carro do Corpo de Bombeiro.
“Nada melhor do que a gente trazer a representação de Omolu para as ruas, para dar esse acalento, essa esperança, a todas as pessoas que têm fé e que acreditam na cura do grande Obaluaê, que é o rei e o senhor da terra”, disse Junior Atikode, presidente Mesa de Ogãs.
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