Proposta de Medida Provisória prevê um crédito orçamentário extraordinário no valor de R$ 1,9 bilhão de reais. Pesquisadora de Oxford faz análise da vacina desenvolvida para o coronavírus, em 25 de junho
John Cairns/Universidade de Oxford/AP
O Ministério da Saúde anunciou nesta segunda-feira (3) que estuda uma Medida Provisória para viabilizar as 100 milhões doses da vacina da Universidade de Oxford/AstraZeneca no Brasil. A proposta prevê um crédito orçamentário extraordinário no valor de R$ 1,9 bilhão.
O secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos, Hélio Angotti Neto, disse em entrevista coletiva que o acordo deve ser assinado até o dia 14 de agosto e que a MP “já se encontra em estudo no Ministério da Economia”.
Segundo o Ministério da Saúde, o valor será gasto desta forma:
R$ 1,3 bilhão para pagamentos à AstraZeneca, previstos no contrato de Encomenda Tecnológica
R$ 522,1 milhões para o processamento da vacina pela Fiocruz/Bio-Manguinhos
R$ 95,6 milhões em investimentos para absorção da tecnologia de produção pela Fiocruz
Representantes do governo federal e a AstraZeneca assinaram na sexta-feira (31) um documento que dará base para o acordo de parceria na elaboração de uma vacina contra a Covid-19. A expectativa agora é que a parceria seja formalizada na segunda semana de agosto.
A AstraZeneca é a segunda maior farmacêutica do Reino Unido e atua junto com a Universidade de Oxford na pesquisa da vacina batizada de ChAdOx1, em teste no Brasil.
Produção em dezembro
Segundo do Ministério da Saúde, o acordo prevê o início da produção da vacina no Brasil a partir de dezembro deste ano.
“E garante total domínio tecnológico para que Bio-Manguinhos tenha condições de produzir a vacina de forma independente”, diz o governo. A vacina produzida por Bio-Manguinhos será distribuída pelo Programa Nacional de Imunização (PNI), que atende o Sistema Único de Saúde (SUS).
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