O país afirma ter executado um espião que teria colaborado com os EUA. O Irã também prendeu Qasem Soleimani foi morto em um ataque de drone ordenado por Donald Trump
Reuters via BBC
O Irã executou, nesta segunda-feira (20), um homem que havia sido condenado por espionar as Forças Armadas em nome dos Estados Unidos e Israel e por ter ajudado a localizar um general iraniano morto com um drone, anunciou a Justiça.
“A sentença de Mahmud Musavi Majd foi executada na segunda-feira de manhã por espionagem, para que o caso de traição a seu país fique encerrado para sempre”, disse o site oficial da Justiça iraniana, Mizan Online.
Moussavi Majd foi condenado por fornecer informações aos Estados Unidos e a Israel sobre os movimentos do general iraniano Qassem Soleimani, morto por um drone dos EUA em Bagdá.
Soleimani morreu em um ataque americano de drone do lado de fora do Aeroporto Internacional de Bagdá, em 3 de janeiro passado.
Venerado no Irã, o general era o arquiteto da estratégia militar do país na região, em especial no Iraque e na Síria.
Abou Mehdi al-Mouhandis, líder das milícias do Iraque favoráveis ao Irã, também morreu no ataque.
Além de Soleimani, EUA tentaram matar outro oficial militar iraniano no Iêmen
Manifestantes presos
Os organizadores dos protestos da quinta-feira passada no sudoeste do Irã foram detidos – anunciou a polícia iraniana nesta segunda (20), de acordo com informações da agência oficial de notícias IRNA.
“Todos os organizadores de uma manifestação ilegal e contrária às normas na cidade de Behbahan foram identificados e presos”, disse o chefe de polícia da província de Juzestão, Heydar Abbas Zadeh, à agência Irna.
A polícia não informou o número de pessoas detidas, nem suas identidades.
A manifestação em Behbahan aconteceu poucos dias depois de o Irã confirmar a pena de morte para três pessoas envolvidas nos protestos em cerca de cem cidades em novembro de 2019.
Os atos foram provocados pelo anúncio do aumento significativo do preço da gasolina. No comunicado da polícia, afirma-se que os manifestantes usaram “o aumento de preços como desculpa”.
Os protestos ocorreram na quinta-feira, “com um número limitado de moradores de Behbahan reunidos e gritando palavras de ordem contra a estrutura” do sistema político iraniano, disse Abbas Zadeh,
A polícia de Behbahan anunciou na última sexta-feira ter dispersado “com firmeza” a multidão que haviam protestado na véspera “contra as dificuldades econômicas”.
A epidemia de um novo coronavírus no Irã exacerbou as dificuldades econômicas do país. Em março, o governo fechou temporariamente os estabelecimentos comerciais não essenciais e teve suas exportações reduzidas, o que causou uma forte desvalorização da moeda e aumento da inflação.