Israel está bombardeando quase diariamente desde 6 de agosto pontos da Faixa de Gaza, devido ao lançamento de balões incendiários e disparos de foguetes do território palestino. Na sexta-feira (21), sistema anti-míssil Cúpula de Ferro dispara mísseis de interceptação conforme foguetes são lançados de Gaza em direção a Israel, visto da cidade de Ashkelon
Amir Cohen/Reuters
Tanques israelenses bombardearam, na manhã deste sábado (22), posições militares do movimento islamita Hamas, que controla Gaza, horas depois que um foguete foi lançado do enclave palestino em direção ao sul de Israel, informou o exército.
Segundo um comunicado do exército israelense, “os tanques alvejaram posições militares do Hamas ao sul da Faixa de Gaza”, em resposta ao disparo de um projétil na sexta-feira.
Este foguete, que disparou as sirenes de alerta no sul de Israel, foi “interceptado pelo sistema de defesa israelense Cúpula de Ferro”, indicou o exército na noite de sexta. O projétil não causou nenhum dano material ou humano.
Segundo fontes dos serviços de segurança em Gaza, os bombardeios ocorreram no amanhecer deste sábado e focaram nos pontos de observação do Hamas ao leste da cidade de Rafah e de Jan Yunes. Também não deixaram feridos.
Israel está bombardeando quase diariamente desde 6 de agosto pontos da Faixa de Gaza, devido ao lançamento de balões incendiários e disparos de foguetes do território palestino em direção a Israel.
A aviação israelense também bombardeou pontos associados ao Hamas em Gaza nesta sexta, em particular um local de fabricação de foguetes, depois do lançamento de uma dúzia de projéteis da Faixa, dos quais nove foram interceptados.
Este é o maior número de foguetes lançados contra Israel em um dia desde o início desses disparos e bombardeios, há duas semanas.
Os balões incendiários lançados de Gaza também estão causando dezenas de incêndios no sul de Israel, que danificaram as plantações.
Este aumento da tensão coincide com a visita a Gaza e Israel esta semana de uma delegação egípcia. Este país vizinho é mediador desde 2019, junto com a ONU e o Catar, de uma frágil trégua entre Hamas e Israel.
Mas, apesar dessa trégua, que prevê uma ajuda financeira mensal de cerca de US$ 30 milhões pagos pelo emirado do Catar a Gaza, confrontos esporádicos acontecem entre o Hamas e Israel.
Nos últimos meses, foguetes e balões incendiários foram lançados contra Israel para tentar forçá-lo a permitir o trânsito desse dinheiro e tentar levantar o bloqueio.
De acordo com uma fonte próxima ao Hamas, este movimento deseja uma “extensão da zona industrial ao leste de Gaza”, a construção de uma nova linha de energia para o enclave e duplicar –para 10.000– o número de trabalhadores de Gaza que podem cruzar a fronteira para trabalhar em Israel, uma vez que as medidas anti-Covid forem levantadas.
Israel reforçou o bloqueio a Gaza, em vigor há mais de uma década, proibindo os pescadores de Gaza de sair para o mar e fechando a única passagem de mercadorias entre o enclave e Israel.
Desde 2008, Gaza é palco de três guerras sangrentas entre Israel e os movimentos armados palestinos. Mais de dois milhões de pessoas vivem no enclave palestino, a maioria delas refugiadas e quase 80% depende de ajuda humanitária, segundo dados da UNRWA, a agência da ONU para os refugiados palestinos.