Segundo a polícia, haxixe marroquino e maconha purple weed são mais puros que os entorpecentes mais comuns e mais caros. Drogas apreendidas com jovem seriam levadas para Bahia
Defron/Divulgação
Uma jovem de 22 anos foi presa quinta-feira (20), em Laguna Carapã, no sul do Estado, com drogas que, segundo a polícia, ‘são de qualidade e consumidas pela classe alta’.
A jovem era passageira de um ônibus abordado pela Delegacia Especializada de Repressão de Crimes da Fronteira (Defron), na MS-156. A mala dela estava cheia das drogas.
Conforme a polícia, na mala dela havia um tablete de maconha que pesou 1 quilo,; 49 tabletes de haxixe marroquino que pesaram 10,42 quilos e 5 pacotes embalados à vácuo de maconha conhecida como purple weed, que pesaram 1,2 quilo.
Ela disse aos policiais que pegou as drogas em Coronel Sapucaia, cidade sul-mato-grossense que fica na fronteira com o Paraguai, e que receberia dinheiro para levar os entorpecentes até Trancoso, Bahia, onde mora.
Conforme a Defron, chamou atenção dos policiais a qualidade dos entorpecentes apreendidos. “O haxixe marroquino assim como a maconha purple weed (roxa), são muitos apreciados por usuários da alta classe devido a sua qualidade, o que vem a confirmar que os cultivadores de maconha no Paraguai estão cada vez mais se aperfeiçoando para terem produtos mais sofisticados, assim obtendo lucros maiores, corroborando com o aumento significante de apreensões no estado de outro tipo de maconha a skank”.
De acordo com os policiais, enquanto o quilo da maconha normal chega aos grandes centros por cerca de R$ 1 mil, o da mais pura pode custar até 5 vezes mais.