Olof Palme, um social-democrata carismático, foi assassinado a sangue frio em Estocolmo em 28 de fevereiro de 1986 aos 59 anos, quando retornava do cinema para casa caminhando com a esposa, sem guarda-costas. Lápide do primeiro-ministro Olof Palme
Frederik Sandberg/ TT News Agency/ Via AFP
Mais de 30 anos após o assassinato do primeiro-ministro Olof Palme, a justiça da Suécia encerrou nesta quarta-feira o caso, já que o principal suspeito está morto.
O suspeito Stig Engström “morreu, não posso abrir um processo ou interrogá-lo e, por isto, decidi encerrar a investigação”, declarou o promotor responsável pelo caso, Krister Petersson, durante uma entrevista coletiva por videoconferência.
Olof Palme, um social-democrata carismático, foi assassinado a sangue frio em Estocolmo em 28 de fevereiro de 1986 aos 59 anos, quando retornava do cinema para casa caminhando com a esposa, sem guarda-costas.
Stig Engström, conhecido também como o “homem da Skandia”, nome da empresa para a qual trabalhava na época, apareceu regularmente na imprensa como suspeito. Era um opositor às ideias de esquerda de Olof Palme.
Engström foi um dos primeiros a chegar ao local do crime e as autoridades o interrogaram como testemunha, mas o consideraram pouco confiável porque mudava regularmente de versão. Morreu no ano 2000.
O assassino de Olof Palme conseguiu fugir e levou a arma do crime. Milhares de pessoas foram interrogadas, dezenas reivindicaram o ato e o processo ocupa 250 metros de estantes.
Christer Pettersson, um viciado em drogas e autor de pequenos crimes, foi acusado pelo assassinato em julho de 1989, depois de ser identificado pela esposa de Olof Palme, Lisbet, em uma apresentação de suspeitos muito criticada.
As condições de seu depoimento, repletas de irregularidades, enfraqueceram o caso. Depois de confessar o assassinato, o criminoso voltou atrás. Faleceu em 2004 e Lisbet em 2018.
Com o passar do tempo, também foram apontados como suspeitos, entre outros, o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK, separatistas curdos turcos), o exército e a polícia sueca e o serviço secreto sul-africanos. Olof Palme era um grande crítico da política de apartheid do país.
A investigação pode ser reaberta caso apareçam novos indícios no futuro.