Após os gigantescos protestos no ano passado contra a influência da China, o governo de Xi Jinping anunciou, em maio, uma lei de segurança nacional em Hong Kong que a oposição democrática na região semi-autônoma vê como uma ferramenta para silenciá-la. Manifestantes gesticulam com os dedos de uma das mãos para simbolizar o lema ‘Cinco demandas, nem uma a menos’ durante protesto em Hong Kong neste domingo (24)
Vincent Yu/AP
Os líderes das instituições da União Europeia (UE) expressaram nesta segunda-feira (22) aos líderes chineses sua “grande preocupação” com os planos de aplicar uma nova lei de segurança em Hong Kong.
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A lei de segurança nacional poderia “minar seriamente o princípio ‘um país, dois sistemas’ e o alto grau de autonomia de Hong Kong, que queremos que continue”, disse a chefe da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, responsável pela discussão.
Von der Leyen e seu colega do Conselho Europeu, Charles Michel, expressaram sua opinião sobre a ex-colônia britânica transferida para a China em 1997, durante uma reunião virtual com o primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, e o presidente, Xi Jinping.
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“Expressamos nossa grande preocupação com a proposta de lei de segurança nacional para Hong Kong”, disse Michel em coletiva de imprensa, pedindo a Pequim que honre seus compromissos com “o alto grau de autonomia e liberdades garantidas em Hong Kong”.
Para Von der Leyen, que garantiu que a UE está em contato com seus parceiros do G7, a aplicação desta lei em Hong Kong, cujo “sucesso” econômico depende de sua autonomia, pode ter “consequências muito negativas”.
Após os gigantescos protestos no ano passado contra a influência de Pequim, o governo de Xi anunciou em maio uma lei de segurança nacional em Hong Kong, que a oposição democrática da ex-colônia vê como uma ferramenta para silenciá-la.