Em Londres, ativistas de extrema-direita foram ao mesmo local de protesto e a polícia precisou fazer barreira para evitar conflitos. 13 de junho – Em Londres, manifestantes gesticulam e gritam durante um protesto do ‘Black Lives Matter’ após a morte de George Floyd, nos EUA.
Simon Dawson/Reuters
Milhares de manifestantes foram às ruas neste sábado (13) em Londres e em Paris para protestar contra o racismo.
Os protestos são motivados pela morte de George Floyd, asfixiado pelo joelho de um policial branco sobre seu pescoço, nos Estados Unidos.
Em Paris, a manifestação é pacífica. Em Londres, há tensão entre manifestantes e um grupo de extrema direita. A polícia faz barreiras.
Tensão em Londres
Neste sábado, o grupo de extrema-direita “Britain First” também foi ao protesto. De acordo com o líder, Paul Golding, o objetivo era proteger os monumentos.
Na semana passada, durante as manifestações contra o racismo, alguns monumentos históricos foram danificados. A estátua do ex-primeiro ministro britânico Wiston Chirchill, por exemplo, recebeu a pixação “was a racist”, que significa “foi um racista”, em português.
13 de junho – grupo contra protesto antiracista enfrenta a polícia, em Londres.
Dylan Martinez/Reuters
Na Trafalgar Square, a polícia separou dois grupos de cerca de 100 pessoas cada, um cantando “Black Lives Matter”, os outros insultos raciais.
Alguns grupos empurravam, jogavam garrafas e latas e disparavam fogos de artifício, enquanto policiais de choque se alinhavam com cães e cavalos.
A polícia impôs toque de recolher. Os grupos deverão sair das ruas às 17h do horário local.
Segundo a polícia, alguns manifestantes estavam trazendo armas para os comícios de Londres.
“Quem pensa que pode cometer um crime ou vandalizar propriedades será preso”, disse o comandante Bas Javid em comunicado.
13 de junho – Integrantes de grupo de extrema direita caminham em Londres, em direção ao protesto contra o racismo do ‘Black Lives Matter’.
John Sibley/Reuters
Dentro e fora da Praça do Parlamento, centenas de pessoas vestindo camisas de futebol, cantando “Inglaterra, Inglaterra” e se descrevendo como patriotas, se reuniram ao lado de veteranos militares para guardar o memorial de guerra do Cenotaph, informou a Reuters.
O grupo cantou músicas em apoio ao ativista de direita Stephen Yaxley-Lennon, que se chama Tommy Robinson.
“Minha cultura está sob ataque. Esta é minha cultura e minha história em inglês: por que Churchill deveria ser abordado? Por que o Cenotaph é atacado? Não está certo”, disse David Allen, um dos manifestantes.
Protestos em Paris
13 de junho – Manifestantes sobem em monumento na Place de la Republique, em Paris, França. Eles participam de um protesto contra a brutalidade policial e a morte sob custódia de George Floyd, em Minneapolis, EUA.
Benoit Tessier/Reuters
Manifestantes também foram às ruas em Paris para protestar contra o racismo e a brutalidade policial.
De acordo com a Reuters, o tema repercurtiu nos subúrbios das cidades carentes da França, onde grupos de direitos humanos afirmam que as acusações de tratamento brutal por parte da polícia francesa de residentes de origem imigrante ainda não foram abordadas.
Um banner carregado pela multidão na Place de la Republique dizia: “Espero não ser morto por ser negro hoje”. Outro carregava uma mensagem para o governo: “Se você semeia injustiça, colhe uma revolta”.
Um grande número de policiais de choque estava presente, mas eles permaneceram a distância nas ruas circundantes.
Assa Traore, irmã de Adama Traoré, 24 anos, que morreu perto de Paris em 2016 depois que a polícia o deteve, se dirigiu à multidão.
“A morte de George Floyd tem um forte eco na morte do meu irmão na França”, disse ela. “O que está acontecendo nos Estados Unidos está acontecendo na França. Nossos irmãos estão morrendo.”
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