Além de médico, Jorge Fares é diretor executivo da Fundação Faculdade Regional de Medicina de São José do Rio Preto, a Funfarme. Ele falou pela primeira vez sobre o que passou. Jorge Fares se emocionou durante vídeo gravado em São José do Rio Preto
Reprodução/Facebook
O médico e diretor executivo da Fundação Faculdade Regional de Medicina de São José do Rio Preto (Funfarme), Jorge Fares, que testou positivo para Covid-19, se emocionou ao falar pela primeira vez sobre o seu processo de recuperação em um vídeo publicado nas redes sociais.
“Foi um grande sofrimento, sem dúvida, principalmente, para quem é médico e sabe o que poderia acontecer. Além da gravidade do quadro, a morte estava próxima. Tive várias complicações da doença, mas graças a estrutura do hospital, a dedicação do hospital, eu saí”, afirmou nesta terça-feira (11).
Jorge permaneceu 41 dias internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital de Base de Rio Preto. Ele voltou para casa no dia 31 de julho, onde ainda permanece se recuperando.
“Eu quero cumprimentar todos os profissionais. Eu vi que o tratamento não era só para o Jorge Fares, mas para todos os pacientes que estavam ali. Eu tive a oportunidade de ver visitas de madrugada, a atuação de madrugada com pacientes graves, a dedicação de todo mundo”, disse.
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Emocionado ao falar sobre o que passou durante os dias que permaneceu internado, o diretor executivo precisou fazer uma pausa, mas continuou e falou sobre a gravidade da Covid-19.
“Seja desde a falta de ar, o sofrimento da pessoa isolada na UTI, sem família, distante de tudo, o que passa na cabeça, as alucinações […] é esse meu chamado. É uma coisa muito grave. A perda de peso é muito significativa, a pessoa não consegue fazer nada, a canseira progressiva”, afirmou
Jorge Fares também agradeceu todas as pessoas que torceram e oraram pela sua recuperação e pediu para todos fazerem sua parte diante da pandemia.
“Hoje o Brasil tem 102 mil mortes, analise só o que significa isso. Se eu tivesse morrido, iria ser só mais um, grande coisa. Só que o que isso significa? É uma desestruturação familiar, pessoas que estão morrendo. Vamos ser mais atentos. Os jovens precisam entender que podem até não morrer, mas vão transmitir”, comentou.
Jorge Fares durante internação no Hospital de Base
Arquivo Pessoal
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