Léo Prates explica que em outras partes do mundo está ocorrendo a ‘segunda onda’ de contaminação, o que não acontece em Salvador. Secretário de saúde comenta estatísticas e fala sobre a situação da pandemia em Salvador
O secretário de Saúde de Salvador, Léo Prates, falou em entrevista ao Jornal da Manhã desta terça-feira (25), sobre os atendimentos para pacientes da Covid-19 nas UPAs da capital, comentou dados da pandemia e afirmou que Salvador está com desaceleração no número de casos da doença.
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“Você pode dizer que nesse momento a Covid-19 tem uma desaceleração. Por que eu uso ‘nesse momento’? Em outras partes do mundo, como a Itália, por exemplo, você tem o que está sendo chamado de segunda onda [de transmissão da Covid-19]. Para a gente evitar que isso aconteça em Salvador, a gente precisa da participação de todo mundo, porque estamos falando de saúde pública”, conta.
O secretário enfatizou a necessidade da ajuda popular, para que a capital baiana também não passe por essa segunda onda de contaminação.
“Todos precisam dar as mãos, cumprir os protocolos nos comércios e nas atividades econômicas que estão abertas, e evitar sair. Só sair de casa só com necessidade ou para fazer alguma atividade, mas o ideal ainda é ficar em casa e, se sair, usar máscara, para a gente evitar que essa desaceleração não volte a ter um crescimento. Tudo que queremos evitar nesse momento é correr o risco de retrocesso nesse momento”, destacou.
O secretário também citou os dados da Covid-19 em Salvador e falou sobre internação nas UPAs que possuem os gripários, unidade de estabilização para pacientes com síndromes respiratórias.
“O ‘fator R’ até 11 de agosto, se não me engano, estava abaixo de 1. Eu acredito que isso se mantenha pelos sinais claros. O número de pessoas em UPAs está estável. Nós amanhecemos com uma média de cinco a seis pacientes com coronavírus. Uma parte deles de clínica médica. Lembrando que, junto com o secretário Fábio Vilas Boas, nós modificamos o padrão de saturação, aumentamos a base. O padrão de internamento de saturação era 92%, 93% hoje aumentamos para 95% que é um padrão de saturação com a respiração quase que normal. Para intervir precocemente, como determina a Organização Mundial da Saúde”, explicou.
Sobre aqueles que acabaram não resistindo a doença, Prates diz que Salvador não registrou falta de atendimento a pacientes com a Covid-19 e que as famílias de pessoas que morreram foram assistidas pela prefeitura.
“Não faltou atendimento para ninguém com coronavírus nesta pandemia. Trabalhamos em conjunto com o governo do estado, ampliamos o número de vagas. Fizemos chamamento para compra de urnas funerárias. Se a gente não conseguiu salvar a vida das pessoas, a gente tem que dar a dignidade aos familiares de se despedirem dos seus entes queridos”, contou.
Secretário de Saúde de Salvador, Léo Prates
Reprodução/TV Bahia
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