Advogados, servidor e particular são investigados por corrupção ativa e passiva, estelionato, uso de documento falso e alteração de dados no sistema. Operação é do Grupo de Apoio Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco). do Ministério Público da Bahia (MP-BA)
Alan Oliveira/G1
Três pessoas foram presas e 11 mandados de busca e apreensão cumpridos nesta quinta-feira (10), durante uma operação que investiga fraudes identificadas em processos judiciais em trâmite no âmbito da 11ª Vara de Família, Sucessões, Órfãos, Interditos, Ausentes de Salvador. Os mandados foram cumpridos na capital baiana e em Lauro de Freitas, que fica na região metropolitana.
A operação é do Grupo de Apoio Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), do Ministério Público da Bahia (MP-BA), e foi batizada de “Inventário”.
De acordo com o MP-BA, os suspeitos de formar a quadrilha são advogados, um servidor público e um particular responsável por falsificação de documentos. Não foi divulgado, entretanto, como as fraudes eram feitas.
A partir da investigação, o MP-BA apurou indícios de lavagem de dinheiro, organização criminosa, corrupção ativa e passiva, estelionato, fraude processual, uso de documento falso e alteração de dados no sistema.
O Ministério Público não detalhou a identidade dos presos, mas informou que as apreensões foram feitas nas casas dos envolvidos e em escritórios de advocacia.
A operação teve apoio da Polícia Federal, da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) e Departamento de Polícia Metropolitana (Depom).
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