Tou Thao afastou e gritou com pessoas que pediam para Derek Chauvin tirar joelho do pescoço do ex-segurança. Ele é acusado de ajudar e favorecer homicídio em segundo grau e pode pegar 40 anos de prisão. Um vídeo divulgado neste domingo (14) pelo advogado da família de George Floyd mostra outro ângulo da detenção do ex-segurança, que morreu após ser imobilizado por policiais em Minneapolis, em 25 de maio (veja abaixo).

Outro vídeo de George Floyd mostra policial discutindo com testemunhas
A morte gerou revolta e comoção e desencadeou uma série de protestos antirracismo e contra violência policial, nos EUA e em diversos outros países.
Nas imagens, o ex-policial Tou Thao discute agressivamente e afasta testemunhas que gravam o que está acontecendo e gritam para que o colega dele, Derek Chauvin, tire o joelho do pescoço de Floyd.
Segundo os laudos de duas autópsias, a pressão do joelho de Chauvin, que ficou naquela posição por 8 minutos e 46 segundos, provocou a morte de Floyd.
Na gravação, é possível ver quando uma ambulância chega e Floyd, já inconsciente, é colocado em uma maca e retirado do local. De acordo com a polícia, ele morreu no hospital, mas a autópsia assinada pelo médico contratado por sua família afirma que ele faleceu ainda no local, antes de ser socorrido.
Os quatro ex-policiais acusados de envolvimento na morte de George Floyd: da esquerda para a direita, Derek Chauvin, Tou Thao (acima) e J. Alexander Kueng e Thomas Lane (abaixo)
Minnesota Department of Corrections and Hennepin County Sheriff’s Office/Handout via Reuters.
Além de Chauvin e Thao, também participaram da ação Thomas Lane e J. Alexander Kueng, que se apoiaram sobre as costas de Floyd para ajudar a imobilizá-lo. O ex-segurança tinha sido detido depois que um comerciante chamou a polícia e o acusou de tentar pagar por uma compra com uma nota de US$ 20 falsa. Não se sabe se ele sabia ou não da autenticidade da nota.
Derek Chauvin foi acusado de homicídio em segundo grau (assassinato intencional não premeditado, quando o autor tem intenção de causar danos corporais à vítima). Seus três colegas irão responder por ajudar e favorecer homicídio em segundo grau.
Todos foram expulsos da polícia e presos, mas Thomas Lane foi solto após pagar fiança de US$ 750 mil. Se condenados, eles poderão pegar penas de até 40 anos de prisão cada.
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