Eles ficaram 20 dias sem poder ver a filha após testarem positivo para Covid-19. Ao se curarem, gravaram o reencontro em que foram abraça-la e ela relutou até ter certeza de que era seguro. Menina com síndrome de Down se emociona ao abraçar os pais que se curaram da Covid-19
A pequena Beatriz Cattini, de 7 anos, emocionou milhares de pessoas ao aparecer em um vídeo de reencontro com os pais, em que reluta a abraçá-los até ter certeza de que eles estão “livres do coronavírus”. A gravação marcou todos que a assistiram pela emoção e pela consciência que a menina, mesmo tão nova, demonstrou ter na hora de matar a saudade dos pais.
O casal fora diagnosticado com Covid-19 e só foi rever a filha quando se curou, em Goiânia. No vídeo, os pais chegam até a filha com a boa notícia de que estavam bem. Obediente e respeitosa, ela contesta quando eles pedem abraços: “Mas e o coronavírus?”. A criança só sede depois de se certificar de que está tudo bem.
Mãe de Beatriz, a odontopediatra Graziela Cattini disse que havia instruído a filha sobre os cuidados que os dias atuais exigem devido à pandemia. Principalmente porque a menina tem síndrome de Down, portanto faz parte do grupo de risco.
“Eu me emociono porque eu insisti muito para ela me abraçar. E ela só abraçou quando ela teve certeza de que poderia”, disse a mãe.
Orgulhoso da “aula” que a filha deu, o advogado João Neto também comentou sobre como o dia foi marcante e o quanto eles queriam celebrar.
“Resolvi filmar o momento e apareceu essa espontaneidade toda, demonstrando o respeito que a Beatriz tem por essa doença e pelo próximo, no sentido de manter o distanciamento”, afirmou.
Graziela e filha Beatriz se abraçam após mãe se recuperar da Covid-19 em Goiânia Goiás
Reprodução/TV Anhanguera
Covid-19 na família
A primeira parente de Beatriz a ser contaminada com a Covid-19 foi a avó materna. Depois que a idosa se recuperou, o pai e a mãe da menina confirmaram o contágio.
Apesar de conviver com os pais, a menina foi testada e comprovou que não havia sido infectada pelo coronavírus. Enquanto o casal se recuperava, Beatriz ficou sob os cuidados da avó, que já havia tido a doença e se curado.
Foram 20 dias falando com os pais apenas pelo celular. Depois do reencontro emocionante, ela só comemora:
“Estou muito feliz! Muito feliz e muito alegre”, garantiu.
Beatriz, de 7 anos, ao abraçar mãe e pai após 20 dias separados por causa do coronavírus
Reprodução/TV Anhanguera
Coronavírus em Goiás
O boletim mais recente da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) publicado até a manhã deste domingo (19) data do dia anterior e mostrava mais de 40,7 mil casos confirmados, sendo mais de 1.080 mortes de pessoas com Covid-19.
Na capital, foram registrados até então mais de 9,8 mil diagnósticos, sendo que mais de 300 evoluíram para óbito.
Até a tarde de sábado (18), o boletim também apontava 83,4% dos leitos de UTIs ocupados e 65,3% das vagas em enfermarias preenchidas, na rede pública estadual de saúde.
O balanço também apontava que a rede municipal de Goiânia tinha 92,5% dos leitos especiais em uso e 79,6% das enfermarias ocupadas.
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