Presidente paraguaio demonstrou preocupação com alta de casos da Covid-19 em Ciudad del Este, na fronteira com Foz do Iguaçu. Presidente do Paraguai, Mario Abdo Benitez, usa máscara em cerimônia em homenagem aos veteranos da Guerra do Chaco de 1932-1935 entre o Paraguai e a Bolívia, no quartel La Victoria em San Lorenzo, em 12 de junho
Jorge Adorno/ Reuters
O presidente do Paraguai, Mario Abdo Benítez, disse nesta quinta-feira (23) que o país vai manter suas fronteiras com o Brasil fechadas até que a curva de contágio do coronavírus no país seja “achatada” — ou seja, que os números de novos casos de Covid-19 parem de aumentar.
“O Brasil é o segundo país com o maior número de mortes e temos uma obrigação moral de cuidar da saúde de nosso povo”, afirmou.
O presidente paraguaio acrescentou ainda que, mesmo com o fechamento, “uma das cidades com mais casos” de Covid-19 no país é Ciudad del Este, que faz fronteira com Foz de Iguaçu, no Paraná, e fica cerca de 330 km a leste da capital Assunção.
Fronteiras fechadas
Militar brasileiro patrulha a Ponte da Amizade, fronteira com o Paraguai, em Foz do Iguaçu, em 28 de abril
Christian Rizzi/Reuters
Com mais de 84 mil mortes, o Brasil é o segundo país com mais casos de coronavírus no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos. O Paraguai, que registrou 4 mil infecções e 36 mortes até o momento, fechou suas fronteiras com o Brasil e a Argentina em 24 de março.
O fechamento intensificou o contrabando e, na quarta-feira, a mídia local noticiou um tiroteio entre militares da Marinha e contrabandistas nas margens do rio Paraná, na fronteira com Ciudad del Este. Na última sexta-feira, uma troca de tiros levou à morte de um suboficial da Marinha e à prisão de 35 pessoas.
Brasil passa de 84 mil mortes por Covid-19, com média de 1.055 mortes por dia nesta semana
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