Perguntada por que as restrições não estão em vigor a outros países onde ainda há altas taxas de transmissão do novo coronavírus, secretária de Imprensa de Trump disse que ‘não há critério’ e que a decisão é tomada para ‘colocar os EUA em primeiro lugar’. Porta-voz da Casa Branca, Kayleigh McEnany, durante coletiva de imprensa na sede do governo dos EUA em Washington nesta segunda-feira (6)
Kevin Lamarque/Reuters
A porta-voz da Casa Branca, Kayleigh McEnany, admitiu nesta segunda-feira (6) que o governo dos Estados Unidos não tem nenhum critério específico para definir quais países devem ser incluídos e excluidos nas restrições de viagens impostas pelo governo de Donald Trump.
Desde o início da pandemia do novo coronavírus, o governo Trump vem restringido a entrada de pessoas provenientes de países com alta transmissão da Covid-19: primeiro, a China, depois, em março, a maior parte da Europa e, em meio, o Brasil.
Embora as taxas da doença tenham retrocedido nos países europeus, que já começaram a reabertura, os EUA ainda aplicam restrições ao continente. No entanto, em países como Rússia e México — onde a pandemia ainda preocupa —, a Casa Branca não impôs bloqueios.
Perguntada pela repórter da GloboNews Raquel Krähenbühl quais seriam os critérios adotados pelos EUA, a secretária de Imprensa e porta-voz da Casa Branca respondeu:
“Eu não tenho critérios específicos para te falar […] O presidente Trump e seu governo estão tomando ações contundentes, decisivas e frequentes para garantir a segurança de nosso país, e uma boa parte disso são as restrições de viagem”.
“Estamos trabalhando com países no mundo, e esperamos que haja um dia em que as viagens internacionais sejam retomadas, mas agora é uma questão de colocar a América [os EUA] em primeiro lugar”, acrescentou a secretária de Imprensa.
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