O Conselho de Direitos Humanos, que os EUA abandonaram em 2018, adotou por consenso esta resolução apresentada pelos países africanos com urgência Alta Comissária para os Direitos Humanos da ONU, Michelle Bachelet, participa de reunião do Conselho de Direitos Humanos em Genebra, na Suíça, na quarta-feira (17)
Trezzini Marcial / Keystone via AP
Uma resolução condenando o racismo sistêmico e a violência policial foi adotada por unanimidade pelo Conselho de Direitos Humanos da ONU, após a retirada de uma menção que criticava especificamente os Estados Unidos.
ONU discute criação de comissão para investigar racismo sistêmico nos EUA
FBI vai investigar mortes de negros por enforcamento nos EUA
O Conselho de Direitos Humanos, que os Estados Unidos abandonaram em 2018, adotou por consenso esta resolução apresentada pelos países africanos com urgência, após a morte de George Floyd e os protestos em massa contra o racismo em todo o mundo.
O tema foi discutido na ONU em meio aos protestos pelo caso George Floyd e violência policial nos EUA.
Caso George Floyd: promotores vão decidir o destino de policiais nesta semana
Houve um projeto inicial de resolução d eum grupo africano que, em sua versão inicial, pedia o estabelecimento de uma comissão internacional independente de inquérito, uma estrutura de alto nível geralmente reservada para grandes crises como o conflito na Síria.
O texto pede à alta comissária dos Direitos Humanos, Michelle Bachelet, “que estabeleça os fatos e as circunstâncias relacionadas ao racismo sistêmico, às supostas violações do direito internacional em questões de direitos humanos e maus-tratos contra africanos e pessoas de ascendência africana”.
Também condena “as práticas raciais discriminatórias e violentas da polícia contra africanos e pessoas de origem africana e o racismo estrutural endêmico do sistema penal, nos Estados Unidos e em outras partes do mundo”.
A ideia recebeu o apoio, em uma declaração por escrito, de Martin Luther King III, filho do ícone da luta pelos direitos civis da minoria negra nos Estados Unidos.
“Embora reconheça a natureza mundial do racismo e da violência policial, este Conselho deve garantir que o resultado desse debate de emergência se concentre nos esforços para responsabilizar os Estados Unidos”, disse um representante da poderosa organização americana de direitos civis ACLU (American Civil Liberties Union).