Dois homens abriram fogo contra grupo que participava de velório de integrante de gangue rival, segundo relatos. Cidade nos EUA vive números preocupantes de violência, e presidente Trump quer mandar agentes federais. Tiroteio ocorreu em frente a casa funerária em Chicago, nos EUA
Google Street View/Reprodução
O tiroteio da noite de quinta-feira (21) na periferia de Chicago, nos Estados Unidos, foi causado por brigas de gangues da cidade, informou a polícia. Ao menos 15 pessoas ficaram feridas.
A troca de tiros ocorreu depois do funeral de um integrante de uma das gangues. Na saída da cerimônia, duas pessoas, de gangues rivais, saíram de um carro roubado e abriram fogo. Pessoas que participavam do velório, então, revidaram.
Uma pessoa chegou a ser detida para prestar esclarecimentos à polícia, mas não está claro se ela permaneceu presa. Policiais ainda procuram os autores dos disparos.
De acordo com a emissora CBS, ao menos nove das 15 pessoas feridas foram levadas a hospitais em estado grave ou crítico.
De acordo com o superintendente de Polícia David Brown, ao menos 60 capsulas foram encontradas na região onde houve o tiroteio.
“Temos informações de que o homem que estava sendo velado foi morto a tiros e que há ligações com gangues”, afirmou o policial.
Mapa mostra local de tiroteio em Chicago, nos EUA
G1 Mundo
Violência em Chicago
Segundo a emissora CBS, citando números da polícia, há 55 grandes gangues em Chicago, terceira cidade mais populosa dos EUA. Ao menos 117 mil pessoas participam desses grupos.
A prefeita de Chicago, Lori Lightfoot, pediu em entrevista coletiva o fim da violência na cidade. “Aos covardes por trás desses tiroteios, precisamos pedir que encontrem sua humanidade”, disse.
“Pegar uma arma não resolve nada, mas causa muita dor que dura a vida inteira”, afirmou Lightfoot.
Por causa da violência, o presidente Donald Trump tem afirmado que estuda enviar agentes federais a Chicago e a outras cidades. A prefeita Lightfoot, adversária política do republicano, é contra a medida.